Sempre fui contra essas teorias apocalípticas de que o mundo caba tal dia, tal hora em tal ano com uma explosão, bomba atômica ou qualquer outra coisa. Mas ontem eu mudei de idéia. O que aconteceu aqui na província foi um absurdo.
Dirigi até a zona sul de Porto Alegre e estava um calor insuportável. Cheguei suado na agências de viagens e fiquei imaginando como seria difícil enfrentar a viagem de volta, já que meu carro não possui ar-condicionado.
Enquanto esperava atendimento, notei que havia escurecido subitamente. Foi aí que um vento absurdo e extremamente forte entrou pela janela e meus papéis para cima. Molibes caíram dos balcões, a porta bateu, os vidros fizeram barulho, deu um estouro no teto. Um funcionário disse: “Bah! As telhas voaram!”. Pânico na agência.
No caminho de volta, vi muitos carros batidos e danificados devido à queda de árvores. Haviam muitos galhos no chão e unidades da CEEE por todos os lados, além de carros da Defesa Civil. O cenário era de pós-guerra acompanhado de uma chuva leve.
Cheguei na agência e não havia luz. A Ju ficou sem luz no trabalho também. Ligueio para meus pais para saber se as coisas estavam bem. Tudo certo por lá. Foi bem preocupante.
O saldo foi de mais 500 pessoas sem energia elétrica no estado, seis mortes e milhares de desabrigados. Terrível.
Há um bom tempo, as manchetes dos jornais têm sido destinadas às mudanças climáticas repentinas e seus conseqüentes estragos. Lugares onde não haviam fenômenos naturais passaram a tê-los com freqüência. Algo está acontecendo sim. Abram o olho. A natureza está dizendo basta e nos dando um “toque”.
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Uma das cenas mais vergonhosas do futebol aconteceu nesta quarta-feira nas Eliminatórias da Copa do Mundo. O habilidoso atacante francês Thierry Henry aparou a bola com a mão e deu passe para o zagueiro Gallas marcar, na prorrogação de uma partida difícil contra a Irlanda, que acabou eliminada após esse lance.
Fiquei com raiva e vergonha pelos franceses. O desespero do goleiro irlandês quando ocorre o lance é contagiante. Toda zaga parou.
Acho que por ser Copa do Mundo, o Fair Play fica mais em evidência e aumenta o choque. Nunca fui com a cara da seleção francesa no futebol, sempre nos ganharam, algumas de forma justa (1998 e 2006) e outras não (1986).
Decidi eleger a França como a vilã da Copa. Fica minha torcida por um fracasso deles. O próprio Henry, pressionado pela enorme repercussão contrária, declarou que admitiu aos irlandeses e à imprensa, depois do jogo, que usou a mão. Depois do jogo… na hora não teve caráter suficiente, né? E completou dizendo que o mais justo seria jogar de novo. Não acho. E nem a FIFA embarca nessa.
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Vamos lá, Dark Journal com tudo, muitas histórias semana que vem.

