Kê Ysso II
Ainda sobre KY, eu almoçava com uns amigos em um restaurante quando a conversa – não sei como – foi parar em sexo. Mesa heterogênea, feita com homens e mulheres de todas idades. Oito pessoas, se não me engano.
Eu estava concentrado no prato de comida, devorando o arroz com machaca e lingüiça cortada e pastel de queijo quando, de repente, uma das moças, a mais experiente do grupo, corta o assunto no meio e questiona efusivamente:
- KY? Que isso, hein, gente?
Putz. Caímos na gargalhada! O restaurante inteiro olhou para a nossa mesa, pois eram sete pessoas se matando de rir enquanto uma observava atônita o que ocorria.
Depois de alguns minutos de riso descontrolado, conseguimos explicar as funcionalidades do tal do KY. Foi aí que a nossa personagem central encerrou com a pérola, em alto e bom som, sendo ouvida por todos os presentes:
- Aaaaaaaaaaah! No meu tempo era vaselina!
….
Não satisfeita com a manifestação pública sobre o seu desconhecimento em relação a produtos de utilidade sexual, essa amiga resolveu conhecer o KY para não ter dúvidas na próxima vez que questionada sobre o assunto. Entrou numa farmácia e pediu, sem melindre algum, para a atendente, sem tomar conhecimento que algumas pessoas estavam ao seu redor.
- Oi. Tudo bem? Você tem KY?
Com olhar sério e profissional, a moça entregou um tubo para a nossa personagem, cujos olhos brilharam pelo mistério ter sido desfeito. Ela pegou o tubo, analisou calmamente, leu a embalagem, tirou a tampinha, cheirou, verificou o peso e, observada por muitos, entregou para a moça da farmácia.
- Obrigada!
- De nada. A senhora vai pagar no cartão?
- Não, não. Não vou levar. Só queria saber como era.
E foi embora com a consciência tranqüila. Sem o KY.
Publicado em 06/07/2009 de 11:13 e arquivado sobre Mural com as tags conversas de sexo, histórias de bar, histórias insólitas, KY, lubrificante íntimo, vaselina. Você pode acompanhar qualquer resposta por meio do RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.