Iggy é foda
Quando adolescente imaginei muito como seria ver um show do Iggy Pop. Pensei que poderia vê-lo se cortar, como fazia nas espeluncas de Detroit ou então se assustar com a doidera dele por speed ball, heroína ou haxixe. Ou então vê-lo se contorcer como se estivesse com um Alien por dentro procurando a saída.
Mas não. Vi o Iggy Pop ser fantástico sem se matar ou correr riscos (sérios) de vida. O show foi simplesmente fantástico. Teve de tudo: clássicos, músicas novas, dança maluca, invasão de palco, Iggy na galera e Iggy mostrando o coifrinho e quase outras coisas.
A parada começou quase no horário, não lembro direito que horas, mas foi perto da meia-noite. Logo na largada vieram músicas pesadas, mostrando que o veio tava ali pra quebrar tudo. A terceira foi Search and Destroy, clássica, uma das primeiras a estourar.

Eu enlouqueci como há muito tempo não fazia. Não cheguei a entrar em roda, afinal a Ju estava ali pra me salvar e botar ordem na confusão. Mas vibrei como um adolescente.
Teve músicas de várias fases, mas eu gostaria de ter ouvida algumas que nem sequer passaram perto da cabeça dele tocar. A energia do cara impressiona, afinal, o velho ta pra mais de 60 e pula mais q criança na creche.
Em uma hora, ele chamou “a banch of guys” para subir no palco. E foram uns 80 malucos, os quais os seguranças não conseguiram conter. Mesmo assim, não houve confusão. O cara cantou uma música com a galera e, no final, todos saíram, sem qualquer tipo de problema. Mas imagino a tensão dos seguranças.
No final, teve a minha preferida, The Passanger, e terminou com Lust For Life. Ah! Sem esquecer que, a medida que o show andava, a calça dele caía. Na última música, o cofrinho tinha virado caixa-forte do Tio Patinhas.

Iggy Pop… check! Minha lista de show imperdíveis e ainda possíveis está chegando ao fim. Daqui a duas semanas tem ACDC.
….
O Planeta Terra em si me surpreendeu pelo organização. Estacionamento, fácil localização, seguranças, muitos bares e banheiros, o que não causa aglomeração e você é atendido rápido, curtição e o mais incrível: PlayCenter liberado para todos!
Pena que eu só soube disso quando cheguei lá. A Ju queria ter ido na montanha russa. Mas tava chovendo e eu corri da raia. E a fila do carro-choque era gigantesca.
Aliás, nota 10 para my Love que agüentou a chuva no osso, curtiu, cantou, brincou e riu das minhas palhaçadas. As usual., né, babe?
….
Gostei do Richard Wolf e do dos ingleses da Metronomy, mas fiquei puto pelo show do The Ting Tings ser no mesmo horário do Iggy Pop. Lamentável.