Chiclete de cafeína

Essa aconteceu com uma amiga, cujo nome vou preservar (acho que ela não importaria, mas achei melhor assim). Ela é uma pessoa maravilhosa, a qual admiro muito, mas também protagoniza situações caóticas e kafkianas, que só uma pessoa no mundo poderia criar: ela mesma. São muitas as histórias, mas vou me ater a uma em especial.

 

Certa vez, ela estava no Free Shop de um aeroporto, na companhia de um amigo. Ambos haviam trabalhado o dia inteiro, estavam exaustos e aguardavam o vôo de volta ao Brasil para descansar no final de semana.

 

Os dois observavam os produtos da sessão de perfumes, e esta amiga testava alguns, no intuito de escolher um presente para a filha. Foi quando o acompanhante puxou um pote com grãos de café e ofereceu a ela:

 

– Quer café? – disse, estendendo a mão com o pote de grãos.

– Quero! – respondeu a nossa heroína, decididamente.

 

No mesmo instante, sem praticamente olhar para o pote, ela enche a mão com grãos e os coloca na boca, mastigando ferozmente.

 

– Mas está cru! – constatou, fazendo cara de espanto e de nojo.

 

Pausa.

 

Vamos para a análise da história. Café, pelo menos até onde eu sei, é líquido e não deve ser ingerido com a mão. O que será que ela pensou, hein? Bala de café já sem o papel? Iguaria distinta daquele país que estavam visitando? Cansaço dos dias de trabalho? Algum perfume continha ingredientes alucinógenos? Atitude característica desta pessoa em particular, não surpreendente para quem a conhece?

 

Fico com a última.

3 Respostas to “Chiclete de cafeína”

  1. Darrell Says:

    Hmmmm….Who would that be?

  2. Vivian Hoechner Says:

    Coitadinha, não? Imagine quantos narizes não se enfiaram naquele potinho? Mas eu garanto, não tava ruim!! Quá, quá, quá…

  3. Diogo Says:

    Só sei que…. do jeito que você me olha, vai dar namoro.

    (Piada interna que nem é com o Andrei. Mas pode ser compreendida por uma parcela significativa do público desse blog.)

    No mais. Eu também provavelmente provaria do café com muco. Assim como, um dia em que fiquei brabo com um garçom de uma churrascaria chic que jogava um pano branco em cima do meu casaco que estava na cadeira. Será que o animal não viu o meu casaco? Pensei.

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