Arquivo para março, 2009

Seleção canarinho na aldeia

Posted in Mural with tags , , , , , , , on 31/03/2009 by andreifonseca

Vamos juntos! Pra frente, Brasil! Brasil!

 

É quase tempo de Copa do Mundo, meus amigos. E a seleção desembarcou na capital nesta segunda-feira, contribuindo para o caos do trânsito e histeria na frente do hotel.

 

Brincadeiras e ódios a parte (já chega o post de segunda-feira, né?), eu sou tri favorável que a seleção jogue mais seguido aqui. Só temos vantagens. Movimenta a economia, a rede hoteleira, as pessoas ficam ouriçadas com tudo que envolve a partida. Afinal, somos o país do futebol.

 

Ontem, houve treino da seleção na PUC. Tchê, o caos do trânsito nas redondezas foi algo jamais visto no bairro Partenon. Nem vestibular conseguiu deixar o fluxo tão complicado. Hoje tem treino no Beira-Rio com previsão de 40 mil pessoas. Pretendo passar longe do Gigante.

 

Mas amanhã, vou no jogo. Ingresso na mão e companhia do coroa. Mas tem que entrar cedo, não dá para fazer um aquecimento decente na frente do estádio. Maldita lei seca.

 

 

Ainda sobre buffets, hoje almocei em um que tinha fila do estilo “minhoca”, daquelas que dobram e fica passando entre as mesas. Não preciso dizer que eu estava sentado em uma “zona de conflito”. Só faltavam colocar um prato em cima da minha cabeça. E porque as pessoas precisam conversar lado a lado quando o espaço é de apenas um indivíduo, hein?

 

 

BBBosta

 

Quem está no paredão de hoje que eu nem sei? Tomara que seja a Fran. Ô, mulher chata!

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A angústia de almoçar em Buffet

Posted in Histórias - A vida foi assim with tags , , , , , , , on 30/03/2009 by andreifonseca

Apesar de ter passado um final de semana maravilhoso, escrevo para contar minha indignação com o comportamento das pessoas em buffets de Porto Alegre.

 

No sábado, fui com a família no Restaurante Panorama, popularmente conhecido como Prédio 40, da PUC. Uma incrível variedade de cozinhas pode ser encontrada lá. Desde sushi (blergh) até massas com vários molhos, passando por saladas, sopas, comida campeira, etc.

 

Pois bem, como de costume, chegamos perto das duas horas da tarde, escolhemos uma mesa, pedimos bebidas e fomos nos servir. Aí, começa a tortura. E o meu ódio ao mau comportamento.

 

Em primeiro lugar, as pessoas têm uma pressa completamente injustificável para servir ao prato. Pô, é sábado, gente! E outra… a comida não vai fugir. Ela já está morta e cozida, inclusive. Se acabar, o moço traz mais.

 

Aconteceu comigo uma coisa surreal. Peguei um prato e me virei calmamente para entrar na fila que era pequena para pegar massas. No momento em que meu corpo virava, um senhor acelerou o passo, já com prato na mão, e entrou na minha frente, demonstrando ar vitorioso e plena satisfação por ter conquistado um valoroso lugar na fila. Pelo sorriso imbecil de canto de boca que ele fez, certamente essa deve ter sido a maior alegria dele em 2009.

 

Quando fui me servir de novo, tinha um cara atrás de mim olhando com apreensão para os pratos que estavam mais a frente, enquanto eu estava preocupado em escolher as melhores polentas, logo no início da mesa de comida campeira. Pô, cada passo que eu dava, ele dava um passo longo e batia com o prato dele no meu cotovelo, já projetando qual pedaço de vazio ele iria degustar. Sério… na terceira batida, engrossei a voz e disse: “Ô, meu amigo, pode passar na minha frente. Eu não tô com pressa hoje.”. Aí, ele fez cara feia e disse: “É sábado, cara. Fica calmo”…. Ah, pára! Sério?? Não diga que é sábado!

 

Tem outro tipo de pessoa que me irrita. Os que fazem lambança na hora de servir. Pô, tem cara que derruba molho por tudo e sai da fila como se absolutamente NADA tivesse acontecido. Coordenação motora é uma coisa que vem da infância, se aperfeiçoa no colégio. E educação vem do berço. Ou se tem ou não. Agora, o pior de tudo é o infeliz que derruba a colher de servir dentro do feijão e vai embora com orgulho por ter fodido o resto da fila.

 

Por fim, ali na PUC, tem uns tipinhos que são cretinos. Na ilha de cafés, eles se servem e ficam em pé, conversando, estrategicamente na frente da máquina, impossibilitando por completo que outras pessoas sejam felizes e possam ter acesso ao café numa boa. Aí, tu pede licença e eles ficam brabos, chegam para o lado timidamente, para mostrar que não vão dar o braço a torcer.

 

O individualismo do ser humano me irrita demais. Me trouxe ódio durante o sábado a tarde.

 

Mas o meu domingo foi maravilhoso.

 

David Byrne – Asa Branca

Posted in Músicas with tags , , , , , , on 26/03/2009 by andreifonseca

Não, amigos, não é trote. Isso realmente aconteceu. Thank God!

 

Um dos músicos da banda de David Byrne, é o brasileiro Mauro Refosco. Além de tocar com o cantor e compositor escocês (sim, Byrne nasceu lá), o percursionista tem um projeto paralelo chamado Forro In The Dark, onde ele e mais Davi Vieira, Gilmar Gomes, Guilherme Monteiro, Jorge Continentino, e Smokey Hormel compõe e tocam sucessos de ritmos tradicionais do nordeste brasileiro. A banda está radicada em New York.

 

Graças à proximidade com Byrne, Refosco o convidou para uma participação no primeiro álbum da banda, lançado em 2006. A canção escolhida foi uma versão de David para o clássico “Asa Branca”, de Luis Gonzaga. Ficou uma obra prima! Além da sonoridade ter ficado incrível, o vídeo é bastante divertido. David Byrne dá mais uma amostra de quão é apaixonado pela nossa música. Ele já revelou por diversas vezes que uma de suas maiores influências é Caetano Veloso, com quem cultiva uma longa amizade.

 

Outro detalhe a ser observado é que Smokey Hormel, que executa guitarra, baixo e cavaquinho nas gravações, tocou nos últimos álbuns de Johnny Cash. Em uma entrevista, Mauro Refosco revelou que o escolheu porque curtia a batida country de Hormel, que lembrava Cash, e tinha tudo a ver com o ritmo acelerado do Baião.

 

Espero que gostem do vídeo. Procurei a letra para postar, mas infelizmente não achei.

 

 

O jornalista pecador

Posted in Histórias - A vida foi assim with tags , , on 25/03/2009 by andreifonseca

Em um divertido almoço com velhos amigos, fiquei sabendo de uma história que achei genial. Contaram que havia um jornalista que trabalhava na comunicação da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), entidade a qual ele respeita e desempenhava um excelente trabalho, mesmo não seguindo a religião.

 

O nosso herói cumpria uma calma rotina de trabalho, fazendo informativos, textos e atualizando sites. Não havia como ter mais paz em um ambiente desses.

 

Porém, sabe aquele dia em que tudo que a gente faz dá errado? Pois é. Havia chegado para ele. O cara tentou escrever um texto, o computador não ajudava, dava pau, ele também estava sem inspiração… um caos. Tentava atualizar o site, não dava certo… um problema atrás do outro.

 

Até que, em uma determinada hora, cansado de sucessivos fracassos, o tal jornalista encheu o pulmão de ar e soltou um desabafo:

 

– Mas que INFEEEEEEEERNO, PORRA! MERDA! DROGA! INFERNOOOOO!!!

 

Perplexidade geral. Todas as pessoas em volta ficaram atônitas e faziam repetidamente o sinal da cruz, numa tentativa de exorcizar o demônio que havia tomado conta do corpo do pobre rapaz.

 

Passado o momento de desabafo, o profissional engoliu em seco, respirou e voltou a trabalhar. Pronto! Foi-se o demônio, pensaram os colegas religiosos.

 

Colomba Pascal, Futebol e Ramones

Posted in Músicas, Mural with tags , , , , , , , , , on 24/03/2009 by andreifonseca

Hoje, embora tenha acordado bem cedo – pelas seis e meia, se bem me lembro – não tive saco para ir na academia. Acabei ficando em casa, tomei um banho sem correr, fiz a barba calmamente e comi metade da colomba pascal de chocolate que comprei ontem. Mas era da Visconti e a da Bauducco é melhor, mais saborosa.

 

Ao chegar na agência tive que resolver um problema ridículo que uma gráfica ridícula criou. Mas ok. O dia tende a ser tranqüilo. Inclusive, quero tentar almoçar em um restaurante bom.

 

Aliás, hoje, depois de dois meses sem jogar, devo voltar ao futebol da terça-feira. Se tiver vaga, claro, por que a lista rola direto com sobras. Senão, nem vou no churrasco, só de birra. Aliás, sábado deve ter churrasco da turma do Click. Será um bom reencontro.

 

….

 

BBBOsta

 

Fica o Max, sai a loirinha que não lembro o nome. Sacanagem não contar para o cara que a vó dele morreu.

 

….

 

Quando estava dirigindo para a agência, ouvi uma música no Ipod que ficou na minha cabeça. Fazia tempo que o shuffle não me agraciava com ela. “I Want You Around”, dos Ramones, é uma belíssima canção. Simples, mas sincera. Resolvi postar a letra e o vídeo. Gravações ao vivo do Ramones costumam ser bem diferentes das versões de estúdio, mas essa ficou fidedigna. Impressionante que, mesmo enfiando o pau na guitarra e fazendo punk rock, eles conseguem fazer uma música graciosa.

 

Espero que gostem.

 

 

The Ramones – I Want You Around

 

I want you around I want you around

 

Theyre telling us theyre gonna make a fuss

About the two of us

 

I want you around I want you around

 

I know what youre thinking about that you must have some doubts

I know what youre thinking when you find out I want you around

 

You know if it comes true Ill be so good to you

Ill never treat you cruel as long as Ive got you around

 

I want you around I want you around

 

You heard that Im no good yeah, yeah Im no good

But Ill treat you like I should

 

I want you around I want you around

 

You know if it comes true Ill be so good to you

Ill never treat you cruel as long as Ive got you around

 

I want you around I want you around

 

Theyre telling us theyre gonna make a fuss

About the two of us

 

I want you around I want you around

I want you around I want you around

 

Histórias do Microfone

Posted in Histórias do Microfone with tags , , , , on 23/03/2009 by andreifonseca

Decidi inaugurar uma sessão nova no blog. Vou postar histórias dos meus tempos de rádio. Afinal, são seis anos de experiência no veículo que mais sou apaixonado. Em alguns casos, por razões óbvias, vou omitir nomes de colegas e de emissoras.

 

Para começar, vou relatar uma que aconteceu comigo, enquanto repórter da Band, acho que em 2004. Fui enviado para fazer uma matéria sobre um grupo de famílias que havia invadido uma área no Partenon em protesto pela falta de estrutura prometida pela prefeitura para um conjunto habitacional, como saneamento, luz, etc. As famílias ocuparam um terreno, acamparam e começaram a ligar para as emissoras. Fui o primeiro a chegar e logo entrei ao vivo com uma das representantes.

 

Era uma senhora simples que estava em uma barraca com a família. Quando eu comecei a fazer o boletim, ela estava na minha frente e, atrás dela, o motorista da rádio ao lado do carro, comendo balas de goma. Ele gostava de acompanhar o nosso trabalho, sempre deixava o som do carro ligado e depois comentava conosco as informações. Desta vez não foi diferente, pois ele aumentou o volume e ficou do lado de fora, justamente no meu campo de visão.

 

Narrei os fatos no microfone e fiz a pergunta para a senhora, que prontamente respondeu, de forma efusiva.

 

– Senhora, como estava a situação de vocês e das outras famílias no conjunto habitacional?

 

– Olha, moço, a nossa situação é PECUÁRIA! Entendeu?? PECUÁRIA!!

 

Putz! O motorista começou a rir. Uma risada contida, o que foi pior, na verdade, porque não tinha som, mas eu via o cara se contorcendo e fazendo caretas atrás de entrevistada. E para piorar, ele se engasgou com a bala. Ele parecia um boneco de posto, agitando os braços com expressões faciais ridículas e absurdas. E a moça não parava de falar, insistindo que a situação era terrivelmente “pecuária”, numa clara troca pela palavra “precária”.

 

Fiquei imaginando as pessoas morando nas casas e vacas entrando e saindo a toda hora, assistindo TV com as famílias, jantando, etc. Não sei como não caí na gargalhada. Mas lembro que mordia os lábios para não rir e resolvi fechar os olhos, aproveitando o recurso dos óculos escuros.

Quadrilha

Posted in Poemas with tags , , on 20/03/2009 by andreifonseca

Ontem, na minha casa, estava mexendo em caixas que continham coisas bem antigas e achei um caderno que eu escrevia músicas e poesias nos tempos do colégio. Levando em consideração que minhas maiores influências na época eram Guns’s Roses, Ramones, Nirvana, Legião Urbana e Nenhum de Nós, vocês podem imaginar a mistura que ficavam os versos. Li novamente frases que escrevi há mais de 10 anos e tive flash backs que há muito tempo não tinha.

 

Prometo que eu vou postar alguns, mas como estou sem o caderno aqui, vou colocar um que copiei em uma aula de literatura. É um dos meus preferidos do Carlos Drummond de Andrade. Quando li pela primeira vez o poema “Quadrilha” fiquei embasbacado com a simplicidade da poesia de Drummond e o efeito instantâneo que ela teve sobre mim. Na época de colégio, a nossa vida amorosa é uma bagunça. Um gosta de uma, que gosta de outro, que prefere uma terceira, e no futuro a gente se encontra e percebe que a confusão ficou maior ainda.

 

Em homenagem a esse achado de ontem:

 

 

Quadrilha – Carlos Drummond de Andrade

 

João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.