Caos no trânsito

Trânsito normalmente me irrita, ainda mais em Porto Alegre, onde temos péssimos motoristas e somos invadidos por carroças lotadas de lixo e cavalos assustados, fracos e espancados constantemente por guiadores sem escrúpulos. Aposto que meus leitores porto-alegrenses têm histórias para contar sobre as ruas da cidade. Mas o que me ocorreu hoje me tirou do sério.

 

Dirigia pela avenida Protásio Alves, na altura da rótula com a avenida Carlos Gomes, no sentido para o Centro. Essa via em particular me irrita, pois é repleta de placas de proibido parar e estacionar, mas caminhões de entrega, taxis e veículos particulares sequer pensam no fluxo, apenas em seus próprios narizes.

 

Enfim, trafegava de volta para agência quando, na minha frente, havia uma reluzente Mercedes-Benz, não sei precisar o modelo, com uma motorista já de idade com um cabelo muito estranho, parecia a Medusa. Ela estava literalmente a menos de 40 km/h e guiando com o logo da Mercedes que fica saliente no capô exatamente em cima da faixa que dividia as duas pistas. Mas ora! Como não reconheci a autoridade? Era a dona da rua, evidentemente, bem bela, mostrando a que veio.

 

Educadamente, buzinei, esperei, dei sinal de luz. Claro que não funcionou. Aí tive que apelar, afinal, tinha fila atrás do meu carro, buzinando pra mim, ainda por cima. Puxei para esquerda e tentei usar o corredor de ônibus para alternativa para ultrapassá-la. Percebendo minha investida, ela, subitamente, se decidiu pela pista da esquerda. Freei e rezei para que a fila atrás tivesse a mesma idéia.

 

Metros adiante, tirei o carro para a direita e tentei passar, mas a moça resolveu que deveria dobrar na mesma direção na próxima esquina. Nova freada. Claro que ela ligou o sinal de luz e desistiu, pois se dera conta que não era aquela entrada. Passei para esquerda e investi com tudo, ou vai ou racha. Mas, não contava com um carro-forte estacionado logo adiante, que a obrigou a vir para a esquerda novamente. Não bati por milagre.

 

Ao finalmente emparelhar com ela, pude ver a peça. Nossa! Ela deveria ter metade do tamanho da minha amiga Fê (para quem não conhece, o apelido dela é Fên Drive) e estava com um cachorro no colo (!!!) mais ou menos do meu tamanho, cheio de pelos, ocupando mais espaço ainda. Tava explicado o cabelo estranho. Era o cão. E ela dirigia olhando pelas laterais do pobre animal, porque por cima era impossível. Claro que o braço pesava para o lado que a cabeça ia, explicando o zigue-zague.

 

Passado este aperto, resolvi prestar uma homenagem para motoristas, homens ou mulheres, jovens ou idosos, mas que não tem a mínima noção do que é dirigir.

2 Respostas to “Caos no trânsito”

  1. Sou pequena mas dirijo que nem homem. Toda mulher dirige mal. Ponto. Menos as que dirigem como homem.

    OBS: Onde está a PUTA da EPTC? FISCALIZANDO? NÃÃÃO.

    A CULPA DE TUDO É DA EPTC. INCLUSIVE O AQUECIMENTO GLOBAL.

  2. a EPTC só aparece quando os bons motoristas fazem merda. talvez seja algum tipo de lógica do universo: os ruins não têm salvação, mas se até os bons começarem a pisar na bola, aí é porque fudeu MESMO.

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