A angústia de almoçar em Buffet

Apesar de ter passado um final de semana maravilhoso, escrevo para contar minha indignação com o comportamento das pessoas em buffets de Porto Alegre.

 

No sábado, fui com a família no Restaurante Panorama, popularmente conhecido como Prédio 40, da PUC. Uma incrível variedade de cozinhas pode ser encontrada lá. Desde sushi (blergh) até massas com vários molhos, passando por saladas, sopas, comida campeira, etc.

 

Pois bem, como de costume, chegamos perto das duas horas da tarde, escolhemos uma mesa, pedimos bebidas e fomos nos servir. Aí, começa a tortura. E o meu ódio ao mau comportamento.

 

Em primeiro lugar, as pessoas têm uma pressa completamente injustificável para servir ao prato. Pô, é sábado, gente! E outra… a comida não vai fugir. Ela já está morta e cozida, inclusive. Se acabar, o moço traz mais.

 

Aconteceu comigo uma coisa surreal. Peguei um prato e me virei calmamente para entrar na fila que era pequena para pegar massas. No momento em que meu corpo virava, um senhor acelerou o passo, já com prato na mão, e entrou na minha frente, demonstrando ar vitorioso e plena satisfação por ter conquistado um valoroso lugar na fila. Pelo sorriso imbecil de canto de boca que ele fez, certamente essa deve ter sido a maior alegria dele em 2009.

 

Quando fui me servir de novo, tinha um cara atrás de mim olhando com apreensão para os pratos que estavam mais a frente, enquanto eu estava preocupado em escolher as melhores polentas, logo no início da mesa de comida campeira. Pô, cada passo que eu dava, ele dava um passo longo e batia com o prato dele no meu cotovelo, já projetando qual pedaço de vazio ele iria degustar. Sério… na terceira batida, engrossei a voz e disse: “Ô, meu amigo, pode passar na minha frente. Eu não tô com pressa hoje.”. Aí, ele fez cara feia e disse: “É sábado, cara. Fica calmo”…. Ah, pára! Sério?? Não diga que é sábado!

 

Tem outro tipo de pessoa que me irrita. Os que fazem lambança na hora de servir. Pô, tem cara que derruba molho por tudo e sai da fila como se absolutamente NADA tivesse acontecido. Coordenação motora é uma coisa que vem da infância, se aperfeiçoa no colégio. E educação vem do berço. Ou se tem ou não. Agora, o pior de tudo é o infeliz que derruba a colher de servir dentro do feijão e vai embora com orgulho por ter fodido o resto da fila.

 

Por fim, ali na PUC, tem uns tipinhos que são cretinos. Na ilha de cafés, eles se servem e ficam em pé, conversando, estrategicamente na frente da máquina, impossibilitando por completo que outras pessoas sejam felizes e possam ter acesso ao café numa boa. Aí, tu pede licença e eles ficam brabos, chegam para o lado timidamente, para mostrar que não vão dar o braço a torcer.

 

O individualismo do ser humano me irrita demais. Me trouxe ódio durante o sábado a tarde.

 

Mas o meu domingo foi maravilhoso.

 

5 Respostas to “A angústia de almoçar em Buffet”

  1. Vai no Calamares, pô!
    😛

    Assim, odeio pessoas que se servem devagar. O-D-E-I-O.

    Elas atrapalham tanto quanto as mulheres o fazem com o trânsito.

    OBS: Esse texto é pro meu blog?? Hehehehe… irritadiiinho!

  2. eu e tu escrevemos numa clima meio “fejax”, pelo visto, esse fim de semana.

    e na boa: 9 parágrafos é muita desculpa. tá na cara que a única coisa que tu queria era dizer que teu domingo foi maravilhoso.😛

  3. Terbio Fagundes Says:

    Na boa Andrei assim como tem os apressadinhos, tem aquelas pessoas que ficam conversando com o buffet , batem papos com as saladas… parece que por obrigação pegam a colher de todas os pratos e colocam 0,00004 grama no seu prato, daí meu velho a fila não anda…

  4. Bruno Says:

    “Agora, o pior de tudo é o infeliz que derruba a colher de servir dentro do feijão e vai embora com orgulho por ter fodido o resto da fila.” Essa é definitivamente uma das frases mais afudês que eu li nos últimos tempos.
    Mas, Andrei, meu amigo, brasileiro AMA filas!!! Já foi em algum crepe em tramandai, capão, essas coisas? tem 15 barracas, uma AO LADO da outra. Não tem nenhum cliente em nenhuma. aí tu escolhe uma, vai, conta até 10 e olha pra trás. Vai ter no mínimo 1 pessoa querendo pedir na mesma barraquinha que tu! é um inferno.
    na época em que eu trabalhava no Praiano, que ficava onde era o Bar do Lado, em Atlântida, por exemplo. Haviam algumas noites em que a avenida tava morta. aí tu simplesmente enrolava para fazer as pessoas ficarem mais tempo sem entrar. foi tão súbito o negócio, que em 20, 30 minutos, a fila dobrava a esquina. e nao tinha quase ninguem dentro do lugar!!! Eita, povo!!!

  5. Bruno Says:

    surgiu a dúvida: “haviam algumas pessoas” ou “havia algumas pessoas”?

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