Arquivo para abril, 2009

Barack Obama … ou seria “Ograna”?

Posted in Mural with tags , , , , , , , on 30/04/2009 by andreifonseca

Foi um trocadilho infame, eu sei. Mas, em homenagem aos 100 dias do primeiro presidente negro norte-americano completados ontem, decidi escrever sobre minha admiração sobre a pessoa Barack e a figura pública Obama.

 

Em um período de crise vivido em todo mundo, parece que desceu a Terra o salvador. Pelo menos, esta é a imagem que Barack Obama transmite e que acredito é sentida pela maioria das pessoas ao redor do planeta, principalmente nos Estados Unidos. O cara assume no lugar do Bush, tirano de carteirinha, e anuncia retirada das tropas do Iraque, um mega pacote econômico salvador (que não foi lá essas coisas, diga-se de passagem) e fechamento da prisão de Guantánamo (considerada linda pelas misses sei lá da onde). Tem que ter peito, velho.

 

Fora isso, a própria apresentação pessoal de Obama é contagiante. Ele é carismático por natureza. Por onde passa, deixa seguidores e admiradores. E ainda diz pro Lula que ele é o cara (não é, na minha opinião). Mas acho bem interessante o fascínio dele pelos países latinos. Até Fidel Castro, eterno ditador de abrigo da Adidas, queria saber “o que poderia fazer para ajudá-lo”. Impressionante!

 

Mas o meu trocadilho ridículo se deve ao fato que vou narrar agora. Durante o período eleitoral norte-americano, me cadastrei no site do Obama, e manifestei todo meu apoio, como brasileiro e jornalista, a sua candidatura. Recebi um e-mail de agradecimento. Mas daí, começou o inferno. Toda semana chegava um e-mail com uma desculpa qualquer para me pedir US$ 5,00, pelo menos, como contribuição para a sua campanha presidencial. Ora, ora, Barack… e o papo de “Yes, we can”? Com o meu Money é easy, né, filhote?

 

E assim foi… não cancelei a assinatura por que queria ver até onde iria. Até que ele foi eleito. E vinha mensagem do Obama, da Michelle, do Joe Biden (o vice-presidente, para os desavisados), e até do staff da campanha. Daí, os pedidos, ao invés da campanha, passaram a ser para um tal fundo de ajuda a não sei quem. Pô! E quem me ajuda, nego véio? Dá um apê pro Tata aqui! Em SoHo, New York, please.

 

É bem verdade que a freqüência diminuiu, mas ainda chegam alguns. Tem vindo e-mail com mensagens em primeira mão do homem mais poderoso do mundo, com informações de governo. Isso eu acho bem interessante. Relacionamento direito com pessoas que o suportam. Mas pô… a crise ta aqui também, né, senhores? Vamos parar com essa aí de mendigar. Na minha próxima viagem, vocês vão ter a minha doação, pois vou contribuir movimentando a economia.

 

Bom feriado, amigos.

Leonard Cohen – The Night Comes On

Posted in Músicas with tags , , , , on 29/04/2009 by andreifonseca

São muitos os aspectos que auxiliam na formação do nosso caráter. Pais, família, amigos, ambiente escolar, vizinhos, ou até mesmo, pessoas que passam de forma curta em nossa vida, mas deixam marcas. Estas experiências com diferentes personagens nos dão possibilidade de escolher valores para seguirmos.

 

E, ao longo do tempo, podemos rever algumas posições. Isso se chama aprendizado. É sobre isso que eu resolvi postar hoje.

 

Nós vivemos em constante mudança e, de preferência, para melhor. Quando a gente erra, temos que aprender com isso. As vezes, algo que temos como ideal não é bem assim. Temos batalhas a enfrentar. E para estes desafios, nada melhor que ter suporte.

 

Pensando nisso, resolvi postar a música The Night Comes On, do Leonard Cohen. Ouvi hoje de manhã e ficou na minha cabeça. Sério… leiam e escutem. A letra é longa, mas vale muito a pena.

 

 

 

Leonard Cohen – The Night Comes On

 

I went down to the place

Where I knew she lay waiting

Under the marble and the snow

I said, Mother I’m frightened

The thunder and the lightning

I’ll never come through this alone

She said, I’ll be with you

My shawl wrapped around you

My hand on your head when you go

And the night came on

It was very calm

I wanted the night to go on and on

But she said, Go back to the World

 

We were fighting in Egypt

When they signed this agreement

That nobody else had to die

There was this terrible sound

And my father went down

With a terrible wound in his side

He said, Try to go on

Take my books, take my gun

Remember, my son, how they lied

And the night comes on

It’s very calm

I’d like to pretend that my father was wrong

But you don’t want to lie, not to the young

 

We were locked in this kitchen

I took to religion

And I wondered how long she would stay

I needed so much

To have nothing to touch

I’ve always been greedy that way

But my son and my daughter

Climbed out of the water

Crying, Papa, you promised to play

And they lead me away

To the great surprise

It’s Papa, don’t peek, Papa, cover your eyes

And they hide, they hide in the World

 

Now I look for her always

I’m lost in this calling

I’m tied to the threads of some prayer

Saying, When will she summon me

When will she come to me

What must I do to prepare

When she bends to my longing

Like a willow, like a fountain

She stands in the luminous air

And the night comes on

And it’s very calm

I lie in her arms and says, When I’m gone

I’ll be yours, yours for a song

 

Now the crickets are singing

The vesper bells ringing

The cat’s curled asleep in his chair

I’ll go down to Bill’s Bar

I can make it that far

And I’ll see if my friends are still there

Yes, and here’s to the few

Who forgive what you do

And the fewer who don’t even care

And the night comes on

It’s very calm

I want to cross over, I want to go home

But she says, Go back, go back to the World

 

Problemas

Posted in Mural with tags , , , on 28/04/2009 by andreifonseca

Achar apartamento é um problema quando o assunto é locação. Já perdi o que seria perfeito devido ao mau-caratismo da imobiliária em questão que repassou a outra pessoa na calada da noite sem me avisar. Foi amor a primeira vista por um duplex com churrasqueira, duas suítes e uma cozinha montada. Mas não rolou.

 

As buscas seguem, mas continuam os problemas. Ontem, visitei um perto do trabalho e foi um horror. O dono estava junto com o pessoal da imobiliária na hora. Nos apresentamos e começamos o papo. O proprietário e a esposa vinham de uma caminhada na praça da Encol e estavam absurdamente suados com roupa de ginástica, denunciando que houve alho no almoço. Foi duro encarar o elevador apertado com a turma. Ao chegar no apartamento, me deparei com um belo imóvel, não fosse o cupim nos banheiros e a vista para um terreno baldio com puxadinhos. Preço salgadinho para tanto. Descartei.

 

Essa semana tem mais visitas, mas o pessoal de imobiliária tem uma dificuldade enorme de entender que o melhor horário para um jornalista/publicitário é sempre durante o almoço. Porra, se eu quem vou comprar (ou alugar) a parada posso comer um xis rápido, porque os caras não podem fazer o mesmo? Ah, claro… tem a porra do horário de almoço deles, que dura uma hora e meia, e depois da bóia tem o cigarrinho, a paciência no computador, o flerte com a secretária e a tradicional coçada de saco do funcionalismo.

 

Já desmarcaram duas vezes as visitas que eu tinha agendado para o meio-dia. E mais: para que fique cômodo para eles, conseguiram até convencer um proprietário a me dar a chave para que a visita não seja acompanhada. Eita, nóis!

 

Torçam por mim, please!

 

….

 

Também tenho problemas com a academia. Ando muito sem saco para ir lá. É muito chato, na real. Senta, puxa ferro, pára, descansa, puxa de novo. Boring. Mas é necessário devido à quantidade de porcarias ingerida pelo nobre escriba aqui.

 

….

 

Problemas, problemas, problemas. Têm vários outros. Mas não tenho mais tempo para escrever porque tenho que sair e resolver um problema em um cliente.

 

See you later, my friends (com um T só, viu, Ju?).

A encomenda

Posted in Histórias - A vida foi assim with tags , , on 27/04/2009 by andreifonseca

Essa veio de um amigo meu da Polícia Federal, que já está aposentado inclusive, que contou em meio a um animado churrasco, há um bom tempo.

 

Ele fora deslocado para a Superintendência da PF em Curitiba para uma missão e estava de plantão num entediante final de semana. Sem nada pra fazer, lia o jornal na delegacia quando deparou com um anúncio nos classificados que chamou sua atenção. Se não me engano, falava sobre um aparelho de TV (na época, de ultíssima geração), vídeo-cassete e mais um micro system também mega moderno, por valores absurdamente baixos.

 

“Ta na cara que é contrabando”, pensou o agente. Não teve dúvidas. Ligou para o telefone disponível e começou a questionar o anunciante sobre a mercadoria.

 

– Ô, parceiro. Como é que você consegue essa parada aí num valor baixo?

 

– Olha, chefe. Tem um camarada aí que me traz do estrangeiro. Ele tem um esqueminha que facilita as coisas.

 

Feito! Foi dada a senha.

 

– Então… você pode me entregar aqui na rua tal, número tal, as quatro da tarde? – questionou o agente.

 

– Claro. Combinado, chefia.

 

Porém, o endereço combinado era simplesmente a SEDE DA POLÍCIA FEDERAL. E adivinhem? O cara foi.

 

No horário combinado, o agente estava em frente ao prédio, do outro lado da rua, com dois outros colegas em pontos estratégicos aguardando a chegada do malandro. Em instantes, desce de um taxi um sujeito carregando todo equipamento, se dirige a ele e pergunta:

 

– Vem cá, foi o senhor que chamou a mercadoria aqui?

 

– Eu mesmo, amigo. Aliás, deixa eu te perguntar… conhece aquele distintivo na parede ali, parceiro? – disse o agente apontando para o símbolo da Polícia Federal.

 

– Putz! Eu não sabia! Não dá pra…

 

– Não, não dá. Agora é tarde, moleque. A casa caiu! O senhor está preso.

 

E assim foi encaminhado para o registro da ocorrência. Me amigo contou ainda que o escrivão não conseguia digitar o depoimento do pobre ladrão de tanto que ria da situação. E o cara jurava que não sabia que ali ficava a polícia.

Repercussões sobre o post do Oficial e o Hóspede

Posted in Mural with tags , , , , , on 23/04/2009 by andreifonseca

Amigos.

 

Acredito que a maioria conheça o jornalista Fernando Albrecht, colunista do Jornal do Comércio e comentarista da Rádio Bandeirantes. Trabalhamos juntos na Band entre 2002 e 2004. É um cara fenomenal. Quem conhece o Albrecht logo vira fã do seu jeito descontraído, sua inteligência e, sobretudo, de seu interminável repertório de histórias.

 

E vejam só… ele leu o Dark Journal e resolveu postar a história contada aqui sobre o Oficial e o Hóspede. Rá! Que momento! Fomos citados no site do jornalista (www.fernandoalbrecht.com.br) no dia 20 de abril. Quem quiser conferir, acesse aqui. É só clicar e rolar a página até a sessão A VIDA COMO ELA FOI.

 

Obrigado, Fernando.

Inri Cristo no Jô

Posted in Comunicação with tags , , , , , , , , on 22/04/2009 by andreifonseca

Ficar acordado até tarde tem suas vantagens. Semana passada, fui contemplado pela memorável entrevista do religioso Inri Cristo no Programa do Jô, da Rede Globo.

 

Por diversas vezes já vi participações do homem que se diz a reencarnação de Jesus Cristo em programas de auditório, inclusive no Pânico na TV. Mas desta vez, Jô Soares e Inri se superaram.

 

O santo homem foi recebido pelo Jô e fez uma saudação especial, abençoando os presentes. “Oh, Pai. Todo Poderoso! Deus infalível, criador do Universo…”, e assim foi. Por várias vezes falou que “poderia ser considerado uma piada por muitos, mas o assunto com ele era sério”. A convicção dele chama atenção demais.

 

Mas o Jô matou a pau quando questionou Inri Cristo sobre sua peregrinação:

 

– Olha, Jô, tenho caminhado bastante por aí. – declarou o santo homem

 

– Mas sobre a água ou na terra mesmo? – perguntou o apresentador.

 

Quase morri rindo. Mais tarde, o Jô lembrou que a Páscoa havia recém passado, dizendo que Inri, por reencarnado há pouco, “estava muito bem”. Gargalhadas novamente.

 

A entrevista terminou com as “Cristetes” (como eu carinhosamente chamo as seguidores do santo homem) anunciando que pretendem investir na carreira musical. Elas interpretaram uma versão da música “A Banda”, do Chico Buarque. Até aí… ok.

 

Mas, de forma surpreendente, uma paródia de “Rehab”, da Amy Winehouse. Ah, pára! Me tirem os tubos!! Amy Winehouse com letra católica? Putz! Tinha como melhorar? Sim…

 

A próxima foi “Toxic” (???), da Britney Spears (????????). Parem as máquinas. Toxic? TOXIC?? Inri, vou te apresentar a Irmã Sofia e as armadilhas de Satanás. Realmente, Britney é um belo exemplo a ser seguido.

 

Aliás… imaginem um festival com Padre Marcelo, Irmã Sofia, as meninas do Inri Cristo e aquela maluca que canta “Pó Pará Com o Pó”. Imperdível.

 

Segue o vídeo das músicas. Não reparem na afinação das moças, ta? Detalhe, apenas…Se quiserem acompanhar a entrevista na íntegra, procurem nos vídeos relacionados do Youtube.

 

O calendário do jardineiro

Posted in Histórias - A vida foi assim with tags , , , on 16/04/2009 by andreifonseca

A lógica do ser humano me surpreende de vez em quando. Resolvi postar um rápido diálogo entre meu pai e o jardineiro da minha casa, programando quando deveriam realizar um trabalho.

 

– Seu Fulano, estarei na praia com a esposa até o dia 30, mais ou menos. Depois dessa data, a gente pode marcar um dia para iniciar as modificações aqui no jardim.

 

– Tudo bem, seu Nivaldo. Lá pelo dia 33 ou 34 eu venho aí pra gente conversar.

 

Hehe… quero só ver se o cara vai mesmo aparecer. Ou será que vai ficar perdido no tempo? Caberia aqui a piada que eu sempre digo quando alguém me pede alguma coisa que eu não quero fazer de jeito nenhum:

 

– Claro, meu velho. Pode deixar que dia 31 de setembro te entrego.