Arquivo para maio, 2009

Ju

Posted in Mural with tags on 29/05/2009 by andreifonseca

Há um tempinho atrás, alguma coisa mudou na minha rotina. Toda vez que o meu telefone toca, chega mensagem de texto, ou eu abro o MSN, há uma expectativa. Isso faz com o meu coração bata mais rápido e a minha respiração fique alterada. A minha expressão muda e o meu pensamento se perde.

Tudo isso, por que eu fico na expectativa. Eu sempre quero o barulho do celular ou a janelinha do MSN seja da Ju. A gente se conheceu por acaso e foi marcante. Eu fiquei “intoxicado” por ela. Passou a alimentar minhas vontades, desejos, pensamentos, etc. E não é que foi recíproco? Demorou um pouco, mas foi, né, Ju?

E ontem, no mesmo lugar que a gente saiu pela primeira vez e na mesma mesa, a gente decidiu que seria a nossa data oficial. Então, fica aqui a primeira de muitas homenagens que virão. Aos poucos virão histórias, causos, viagens, piadas, e muitas outras coisas.

Por fim, dentre muitas coisas que a Ju faz comigo, a mais freqüente, sem dúvida, é me fazer rir. Putz, ela tem esse dom. A toda hora, a todo momento. E a minha risada é beeeem significativa, como alguns conhecem. E não é que a da Ju também?

Então, achei justo publicar a nossa tentativa de tirar a primeira foto do casal. Essa é apenas uma parte de uma sequencia interminável de falta de concentração e seriedade. Que eu quero que se repita muitas, muitas, muitas e muitas vezes. Porque, se depender de mim, ela vai rir muito ainda. Viu, Ju? Eu pLometo.

2009_006 edit

MSN e seus recados

Posted in Mural with tags , , , on 27/05/2009 by andreifonseca

Ter 262 pessoas no MSN torna, sem dúvida, o seu dia mais movimentado. Sempre vem alguém contar alguma história, triste ou alegre, contar da vida, dos casos, dos descasos, do trabalho, das festas, etc. E isso que eu coloco “ocupado” no status quando estou no trabalho. Mas é divertido.

Hoje, resolvi postar algumas das frases que ilustram o meu, pois passei o mouse na barra de menu e me diverti com a pluralidade de comentários, nicks e mensagens ao lado dos nicks.

Ah! Resolvi comentar todos escolhidos… amigos, no hard feelings, ok? Preservei os nomes para não dar crise.

A lista:

Vontade gritar Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!! (eu contei as letras e coloquei EXATAMENTE igual)

Quando eu te tocar, você vai entender (quem não entendeu, foi eu)

Eu sou um brinquedo caro e você é uma criança pobre (ui! Poderosa!)

Eu sou uma guerreira e eu vou lutando (Eita! Dá nele!)

If I were a boy… (………)

O futuro depende dos seus sonhos, então não perca tempo… vá dormir!! (Folgado!)

Deixe o cavalo solto. Se ele voltar, ele é seu. Se ele não voltar, nunka foi seu. (Oigalê! Nunka com “k” é pra macho!)

Inter! Beira-Rio que me aguarde! (Bah… tô nervoso pra caralho)

Frankly, my dear, I don’t give a damn! (neither do I, baby… neither do I)

www.myspace.com/absenceofbr (fazendo média com meu ombudsman)

Diálogos

Posted in Histórias - A vida foi assim, Testemunha ocular dos fatos with tags , , on 26/05/2009 by andreifonseca

Nesta manhã, conversava com a moça do financeiro enquanto pegávamos café. Comecei o assunto, fazendo brincadeiras para modificar sua expressão de preocupação, e ela retrucou com respostas curtas.

– Oi. E aí? Tudo bem?

– Tudo.

– Mesmo? Dormiu bem?

– Sim.

– É importante dormir bem.

– É.

Segundos depois, antes de deixar a sala, ela se volta pra mim e revela.

– Na verdade, sonhei com o fim do mundo, mas tá tudo bem.

Alguém me explica? Belo início de terça-feira.

….

Mais tarde, ao telefone, falava com o comercial de uma revista cujo cliente negociou diretamente um anúncio.

– Então, fulano, qual é a medida do anúncio?

– Rodapé, 21cm X 7cm.

– Beleza. Qual é exatamente o nome da revista que você representa, para que a gente pesquise o público e coloque no pedido?

Pausa. Silêncio. E pérola veio:

– Olha, vou te dar o telefone do diagramador que ele te passa essa informações mais técnicas.

Então tá bom.

….

Ao telefone com o diagramador:

– Vamos fazer o anúncio sangrado, então?

– Não, cara. Que é isso? Nem precisa tanto esforço. É só um rodapé.

….

Adoro trabalhar em agência.

O tardio “progresso” de Capão da Canoa

Posted in O mundo cruel with tags , , , , , on 25/05/2009 by andreifonseca

Desde a minha infância, passei as férias de verão sempre em Capão da Canoa. Quando criança era melhor ainda, pois viajávamos em dezembro e só voltávamos em março. Praticamente, eram três meses vivendo numa casa aconchegante, tranqüila, próximo ao mar. Naqueles idos tempos, eu surfava (muito mal), nadava diariamente no mar(para um dia ser salva-vida) e, de tarde, brincava na piscina da SACC. De noite, montava meu Forte-Apache e fazia confrontos memoráveis. Mas as coisas foram mudando.

Na infância, eu não tinha muitos amigos na mesma praia para poder brincar, meu parceiro era meu irmão. Já na adolescência, iniciou uma interação maior com os jovens da vizinhança. E também, o tempo de permanência ia reduzindo. Quando comecei no rádio, de meses, passei a ir finais de semana (quando tinha folga). Mas eu adorava desopilar naquele clima tranqüilo e relaxante do litoral gaúcho.

Minha casa em Capão da Canoa fica na Zona Nova, mais próximo a Araçá do que do centro da cidade. Era ótimo ir a pé para os bares, visitar os camelôs (e vez que outra, comprar uma porcaria), e caminhar de noite pelas ruas silenciosas, ouvindo o barulho do mar.

Até cinco anos atrás, não era permitido construir prédios a partir da avenida que ficava na esquina da minha casa, garantindo uma paisagem aberta para um morro a oeste, lindo, que pintava um belo pôr-do-sol que eu costumava assistir de camarote, deitado na rede. Porém, a ganância das construtoras aliada à falta de planejamento e consentimento da prefeitura fizeram com que essa medida fosse revogada. Casas estão sendo derrubadas para dar lugar a prédios de até 11 andares.

A vista está mudando completamente. E, já faz tempo que a cidade não suporta o volume de pessoas durante o verão. Capão da Canoa não tem ruas, estacionamento, abastecimento, opções de lazer, supermercados e lanchonetes suficientes para atender uma mudança de 40 mil habitantes para 1 milhão. A infra-estrutura está saturadíssima.

A prefeitura espera construir e vender mais unidades imobiliárias para depois pensar em como acomodar tanta gente. E isso está acontecendo na ex-tranquila Zona Nova. Antes, não havia calçadão a beira-mar construído, com estrutura de bares, chuveiros e banheiros. Agora, com o avanço dos prédios, milagrosamente, as obras começaram.

Capão da Canoa vai implodir. Meu sossego já terminou. Mas, a minha raiva maior é com o poder público, que agora sorri para veranistas de uma parte da cidade que sempre foram abandonados, sem infra-estrutura ou atenção. E o pior que a recente preocupação não é com os antigos, mas sim com os novos.

Interessante que a prefeitura usa “Qualidade de vida o ano inteiro” como slogan. Eu acrescentaria o adjetivo “má” a frente da primeira palavra. E além de tudo, a praia e o mar são horríveis. Uma verdadeira droga.

Em homenagem aos meus sentimentos por Capão da Canoa, posto o vídeo do mestre Alborghetti, um dos pais do jornalismo policial, falando sobre as praias do Paraná. Vale para o litoral gaúcho.

O contador da máfia

Posted in Histórias - A vida foi assim with tags , , , , , on 21/05/2009 by andreifonseca

Essa história foi real, segundo o jornalista Fernando Albrecht.

Nos idos do século passado, em uma década não especificada, havia uma “máfia” em Porto Alegre, similar a que vemos nos filmes de Hollywood, mas em proporções bem menores, evidentemente.

Pois bem. Conta o Fernando que, nessa distante época, o chefe da máfia local decidiu ter um contador surdo-mudo, que não pudesse “abrir o bico” literalmente. Tendo um profissional com essa deficiência, ficaria mais fácil de manter o controle sobre o caixa, além de outras informações confidenciais.

Mas acontece que o mafioso descobriu que faltava uma grana que deveria estar na contabilidade. Daí, o cara checou uns registros e deu por falta de um saco de dinheiro. Não teve dúvida. Mandou chamar o contador e buscou um intérprete da linguagem de sinais (raríssimo naquela época).

O mafioso colocou o contador sentado, cercado de capangas, encostou a arma na testa dele e disse pro intérprete:

– Diz pra ele me falar onde está o dinheiro ou transformo o cérebro dele em gelatina de amora.

O intérprete fez o gestual todo e o contador, suando frio, respondeu com as mãos:

– O-dinheiro-está-enterrado-ao-lado-deu-uma-árvore-na-rua-tal-próximo-ao-número-tal.

E o mafioso irritado:

– O que ele disse, hein?

E o intérprete:

– Ele disse que o senhor é um filho duma puta, imbecil, e ele duvida que o senhor aperte o gatilho.

Rá!

Confusões lingüísticas

Posted in Histórias - A vida foi assim with tags , , , , , on 20/05/2009 by andreifonseca

As vezes, nossa língua causa confusões sobre significado das palavras ou até mesmo da grafia de algumas tantas. Ontem, por exemplo, uma colega me perguntou a diferença entre retificar e ratificar, que por serem parônimas (palavras com sentido diferente mas com muita semelhança na escrita ou na pronúncia), geram essa dúvida.

A complicação aumenta quando “nos metemos” a incluir palavras estrangeiras no nosso vocabulário. Enquanto alguns estão plenamente acostumados com isso, outros (principalmente os mais antigos) enfrentam resistência.

Baseado neste assunto, trago duas curtas histórias à tona. Uma ocorreu em meio a uma conference call realizada com um cliente aqui na agência. Ao ser informado que os arquivos solicitados estavam disponíveis na intranet para serem baixados, o cidadão saiu com a pérola:

– OK, então. Posso fazer o “dãoló” da própria intranet, né?

pfffffrureHEHHEUHRUHEUHRE!

…. 

Outra foi contada pelo diretor de arte da agência, o Marquinhos. Conta o vivente que um amigo namorava uma moça, digamos, limitada intelectualmente. No momento que ela pegou o celular dele para futricar e procurar por coisas suspeitas, gritou a todo vapor, com uma irreparável pronúncia em inglês:

– Quem essa “Caroulaine” aqui que tu gravou na tela?????

E o cara retrucou calmamente:

– Tu tá louca. Tá escrito “Claro Online”.

Rá!

Eu quero Starbucks

Posted in Comunicação, Mural with tags , , , , , , on 19/05/2009 by andreifonseca

Eu cresci vendo meu pai tomar baldes de café. Durante toda minha infância, ele pegava uma xícara duralex, enchia até a metade e tomava em espaçados goles o café que a minha mãe fazia. Sempre combinado com o puxar do ar pela boca, reproduzindo um som que ainda se mantém.

Adquiri o mesmo hábito, que se consolidou com meu início no rádio, aos 16 anos, e se agravou nas noites de estudo, plantão ou apresentação de programas durante as madrugadas. Hoje, eu amo café. Não vivo sem. Tomo com açúcar, e em grandes quantidades durante o dia. Tenho certeza que, uma hora, esse hábito me fará mal. Mas, por enquanto, eu não me livro dele.

E, por conseqüência, me apaixonei pelo Starbucks. Quando fui aos Estados Unidos pela primeira, que a gente encontrava um em cada esquina de New York, era um alento pegar um small coffee para encarar o frio abaixo de zero. E toda aquela parafernália de coisas (açúcar, creme, canela, etc) que eles disponibilizam para dar gosto a esta tão fantástica bebida.

Fiz essa longa introdução para dizer que admiro o Starbucks, não só pela qualidade, mas pela visão de negócio. Quando Barack Obama foi eleito, houve desconto ou distribuição gratuita (não recordo ao certo) para aqueles que haviam escolhido o primeiro presidente negro. Genial.

Agora, o Starbucks lançou uma nova campanha de outdoor nas seis principais cidades americanas, mas focou essa ação no Twitter. Assim que as peças foram colocadas, as pessoas que seguem o Starbucks viram o post de que “os cinco primeiros que enviarem uma foto dos novos outdoors ganhariam o Gold Card da loja, com U$ 20,00 de crédito”.

19starbucks01-600 

Foi uma loucura! Sucesso total! Milhares de pessoas saíram a caça dos outdoors pelas cidades. Enquanto o McDonald’s gastou U$ 100 milhões em anúncios para rádio, TV, internet e jornal, o Starbucks escolheu pontos estratégicos e um meio adequado para movimentar uma população de alucinados. Parabéns a BBDO New York pela idéia.

Está comprovada a força do Twitter que eu falava ontem. E eu estou com muita saudade de caminhar na 7th avenue com um small coffee na mão, em direção ao Subway.