O especialista em vinhos

Com a chegada (tímida, é verdade) do frio, pude contemplar nesta quinta-feira uma das minhas coisas preferidas: fettuccine ao molho carbonara acompanhado de um bom vinho tinto. E, para este grande evento, fui ao Spinna, um simples mas tradicional restaurante italiano de Porto Alegre. É atendido pela família que dá nome ao lugar, em um ambiente aconchegante e tranqüilo.

 Na hora de escolher a bebida que homenageia ao deus Baco, percebi que a carta de vinhos do Spinna era bem pobre, com poucas opções. Sou um grande fã de vinhos das uvas Merlot e Carménère, normalmente acabo por escolher uma das duas. Naquele dia especificamente, estava com vontade de apreciar o Santa Helena, chileno, da casta Carménère.

Porém, este em especial não constava no cardápio, apenas o Cabernet Sauvignon da Santa Helena. Por conhecer o Spinna, desconfiei que a carta de vinhos poderia estar desatualizada. Assim que o garçom veio à nossa mesa, fizemos o pedido dos pratos e comecei a questionar sobre os vinhos:

– Olha, percebi que há poucas opções de Carménère. Gostaria de saber se o senhor não dispõe de um Carménère da Santa Helena.

– Claro que temos, senhor. – respondeu o garçon.

– Beleza, pode ser esse, então. É que não está no cardápio, sabe?

– Está sim senhor. Pode conferir.

– Onde??? – perguntei perplexo e preocupado com um possível grave problema de vista.

– Aqui, senhor. “Carménère Sauvignon”, da Santa Helena. – disse o entusiasmado garçom, feliz em poder me ajudar.

Genial. O infeliz acabara de criar uma nova casta. Deveria ser ótima! Pobres clientes. Acabamos por escolher um Carménère de outra vinícula.

9 Respostas to “O especialista em vinhos”

  1. Prezados,
    Achei que seria injusto com vcs, fiéis seguidores do blog, e com o pobre garçon do Spinna, se eu não relatasse aqui o desfecho da história do vinho…
    Então, aconteceu que o garçon trouxe o vinho escolhido e o Andrei, depois de toda firula básica (gira taça, sente o bouquet, e dá aquele 1º golinho de degustação…) vira para o garçon e diz:
    – Está um pouco ácido, mas deve ser por que é um Cabernet Sauvignon!
    Para o meu espanto e do garçon, que diz:
    – Não Senhor, este é um Carménère.

    Foi castigo, certo!

  2. Obrigada pela visita no blog, Andrei.
    Esperamos contar com histórias tuas para o Perolas dos jornalistas e Veículos.

    Abraço

  3. eduardo lokchin Says:

    bah, não leva a mal, mas tu tá virado numa BIXA!! hahaha
    abraço

  4. Diogo Says:

    Vinho!? Gosto muito. Tem o Freidemão aquele que é uma porretada nos cornos do vivente. O de caxinha, não o da garrafa pet.

  5. rapaz, a mariana fez um espetacular SAGU lá em atlântida sul com um vinho de 5 reais o 1,5l… IMAGINA SE FOSSE UM SANTA HELENA!

    não ia nem precisar do leite condensado!

  6. brunoribas Says:

    ué? O que aconteceu com o Andrei que só queria saber de cerveja?

  7. brunoribas Says:

    Tu podia andar com uma filmadora fixada na tua cabeça, só para colocar no youtube as coisas que acontecem contigo!!! Queria ter visto a tua cara na hora q o cara falou que era um carménère sauvignon.
    hahahaha.
    é essa e a do pedreiro que disse que dia 34 ou 35 ele apareceria na tua casa. fantástico!!!

  8. Terbio Fagundes Says:

    Tá querendo fazer média com a mulherada o tomador de cerveja!! Viadasso total!!!

  9. e pior: ainda fez curso intensivo de enólogo… só faltou olhar pro fundo da taça e dizer (em francês):
    – QUE CU!

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