O contador da máfia

Essa história foi real, segundo o jornalista Fernando Albrecht.

Nos idos do século passado, em uma década não especificada, havia uma “máfia” em Porto Alegre, similar a que vemos nos filmes de Hollywood, mas em proporções bem menores, evidentemente.

Pois bem. Conta o Fernando que, nessa distante época, o chefe da máfia local decidiu ter um contador surdo-mudo, que não pudesse “abrir o bico” literalmente. Tendo um profissional com essa deficiência, ficaria mais fácil de manter o controle sobre o caixa, além de outras informações confidenciais.

Mas acontece que o mafioso descobriu que faltava uma grana que deveria estar na contabilidade. Daí, o cara checou uns registros e deu por falta de um saco de dinheiro. Não teve dúvida. Mandou chamar o contador e buscou um intérprete da linguagem de sinais (raríssimo naquela época).

O mafioso colocou o contador sentado, cercado de capangas, encostou a arma na testa dele e disse pro intérprete:

– Diz pra ele me falar onde está o dinheiro ou transformo o cérebro dele em gelatina de amora.

O intérprete fez o gestual todo e o contador, suando frio, respondeu com as mãos:

– O-dinheiro-está-enterrado-ao-lado-deu-uma-árvore-na-rua-tal-próximo-ao-número-tal.

E o mafioso irritado:

– O que ele disse, hein?

E o intérprete:

– Ele disse que o senhor é um filho duma puta, imbecil, e ele duvida que o senhor aperte o gatilho.

Rá!

Uma resposta to “O contador da máfia”

  1. brunoribas Says:

    Não teria sido mais fácil mandar o cara escrever onde estava o dinheiro???

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