Quando o santo ajuda

Sabe o dia em que você consegue fazer uma sequencia interminável de desastres? Pois é, ocorreu comigo ontem.

Em menos de um minuto, derrubei o cartão do estacionamento do Iguatemi pela janela antes de colocar na cancela, abri a porta do carro que bateu no cordão, tive que procurar a porcaria que estava embaixo do carro. Sujei muito as mãos na tentativa de alcançá-lo. Assim que o encontrei, fui entrar com o corpo novamente dentro do carro e bati a cabeça na porta.

Não preciso dizer que a Ju morreu de rir, né? Pois então. Isso certamente daria um sketch do Monty Python. Ou do Mister Bean. Jim Carey poderia copiar.

Mas hoje foi o dia “sim”. Duas coisas muito boas me ocorreram e mostraram que os santos estão ao meu favor.

Eu precisava solicitar um documento no cartório atualizado da casa dos meus pais para obter o contrato de aluguel do meu apartamento. Ao fazer o encaminhamento oficial, o empregado do cartório me disse que o prazo máximo era até segunda-feira, pois a fila era grande.

Fiz uma cara de espanto. Demonstrei preocupação com relação ao prazo. O rapaz disse que tentaria colocar caráter de urgência. Enquanto conversávamos, notei que a mesa dele tinha dois adesivos: The Doors e Rolling Stones. Resolvi ir por esse lado.

– Pó, belas bandas, cara. Pelo menos, voltaram a tocar nas rádios hoje, que é o dia mundial do rock and roll.

Ele fez uma cara de surpresa também. E disse.

– Cara, é verdade! São as minhas preferidas! Ouvi agora mesmo no horário de almoço.

Após um rápido bate-papo sobre música, o atendente saiu com essa:

– Olha, faz assim. Tu tem pressa, né? Me liga quarta-feira no início da tarde e a gente vê como fica.

Apertei a mão dele e agradeci com sinceridade.

A segunda ocorreu na volta para o estacionamento onde havia deixado o carro. Não fiquei nem 10 minutos no cartório, logo imaginei pagar o valor mínimo da tabela, que era de uma hora.

A senhora que trabalha lá, quando pego o meu papel, sorriu e o rasgou, dizendo:

– Ah! Foi pouquinho tempo, né? Você não paga então. Fica para a próxima. Mas vê se volta viu, moço? – e voltou a ler o Diário Gaúcho.

Pô… duas assim em um dia? Acho que o Internacional e o Tite deveriam ter andado comigo hoje.

2 Respostas to “Quando o santo ajuda”

  1. A sequencia de “acidentes” iniciais deve ter sido horrível. Imaginei que isso só acontecesse comigo.

  2. pf… cara, isso que te aconteceu só serve pra sketch do mr. bean, mesmo. é fichinha perto do meu sábado, que foi de roteiro inicial pra “um dia de fúria” ou “um dia perfeito”. lê lá.

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