CEEEéca

Alguém já solicitação para a CEEE o serviço de ligação de energia elétrica em algum imóvel? Não? Pois bem… então, vocês não sabem o que é o inferno.

Tive que solicitar para o meu apartamento. Telefonei hoje pela manhã para a CEEE, ouvi o menu inicial e logo em seguida foi transferido para um atendente. Rápido.

Vibrei quando ele disse que poderia ser feito por telefone, mas achei estranho o tom que ele me abordou para avisar que “eu tinha que ter a relação EXATA dos aparelhos elétricos que eu iria usar”. Ok, segurança é fundamental. Mas a forma como ele disse foi do tipo “ô, burro, se tu quiser me atrapalhar aqui, é bom que seja importante, ta?”.

Seguimos a conversa, tentei descontrair, mas não deu certo. O cara continuava frio. Conferiu diversos dados pessoais e aí então chegamos na parte crítica do diálogo: a lista de equipamentos elétricos.

Como esta era a primeira vez que eu estava fazendo isso, eu quis perguntar várias coisas, para que eu entendesse melhor do que se tratava. Mas, meu interlocutor tinha didática zero e só estava interessado em saber das minhas respostas.

A todo momento, o atendente repetia “o senhor tem que saber o número exato dos equipamentos, senão eu não posso abrir o pedido, ok?”, em um tom que dizia na verdade “ô idiota, tu me fez fechar o jogo de paciência e agora não vai concluir? Termina de uma vez para que eu possa coçar de novo”.

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O ápice foi quando ele perguntou do ar-condicionado. Pô, eu não lembrava quantos BTUs tinha o que eu queria colocar no quarto. Daí, chutei. “9 mil, pode ser?”. Bah… o cara bufou no telefone e disse um pausado “Não…. não……” que parecia não ter fim. E começou, entre uma rangida de dentes e outra, a listar a numeração que existia realmente.

Ele repetia: “Olha, uma vez escolhido isso, o senhor não pode mudar, viu? A CEEE não altera a instalação”, como quem dizia: “Se tu errar, tu vai te foder, magrão! Babaca! Não entende nada de amperagem! Idiota! Burro!”.

Finalizada a conversa, fui solicitado a adquirir um disjuntor tripolar de 40 amperes. E o atendente sentenciou: “Se o senhor não instalar, a CEEE não fará a ligação, hein? A CEEE não instala disjuntor”.

Pô, custava dizer: “Senhor, já que é a primeira vez que o senhor solicita este serviço, devo informá-lo que a Companhia não blablablablá….”. Simples. Existem mil maneiras de preparar Neston. Por que tem que ser a pior, hein, CEEE?

Liguei para a imobiliária e eles me informaram que havia um disjuntor tripolar de 50 amperes instalado no imóvel. “Meu Deus!”, pensei. “E agora? Se eu ligar o Playstation e o prédio explodir?”.

Fiz novo contato com a CEEE para ver se era possível manter aquele disjuntor. Pra que, né? Atendeu uma moça tão estúpida quanto o outro rapaz, que fez questão de frisar que a “Companhia só vai instalar se tiver o disjuntor de 40 A, senão o serviço vai ser cancelado e haverá uma nova espera de dois dias”.

Pô… onde está a didática, meus amigos? Custa ser gentil? Precisa usar um tom de ameaça para que a pessoa se sinta inferior? Um criminoso? Um alienado porque não entende nada de amperagem? Ou este é o único momento do dia que estes se sentiam felizes por poderia tripudiar em cima de alguém?

No fim, comprei o disjuntor, chamei o instalador e ficou tudo resolvido. Agora é só esperar, afinal, não foi dado certeza da data e do horário. É uma loteria. Um dia eu vou acordar e poder gritar: “E Deus disse… ‘Faça-se a luz!’ ..e a luz se fez!”.

CEEE… shame on you! Damn your eyes!

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