Bico solto

Ao programar a minha viagem para Minas Gerais no feriado de Sete de Setembro, lembrei de uma história de avião contata por um amigo, durante o almoço, na semana passada.

O vivente fazia o vôo Porto Alegre – São Paulo pela TAM, numa bela manhã de sol. O destino final era mais pra cima, alguma praia do nordeste brasileiro.

Tudo corria maravilhosamente bem. Avião estável, serviço de bordo ok… beleza. Nada para se preocupar, certo? Errado. Este era o cenário perfeito para que o piloto chamasse, como o fez, calmamente:

– Bom dia, senhoras e senhores passageiros. Sejam todos bem-vindos ao vôo da TAM, com destino a São Paulo e conexões. A temperatura no nosso destino é tal, o tempo está assim e assim. Nesse momento, estamos sobrevoando a paradisíaca ilha de Florianópolis, em Santa Catarina, que vocês podem observar a direita da aeronave.

Enquanto alguns contemplavam a sugestão do comandante, o mesmo encerrava tranquilamente sua manifestação. Despediu-se, desejou bom vôo e, menos de um minuto depois, retornara com a seguinte manifestação:

– Caros passageiros, esqueci de um pequeno detalhe. Durante os primeiros momentos do nosso vôo, uma parte da fuselagem, localizada na frente da aeronave, acabou se desintegrando. É a parte popularmente conhecida como “bico”.

Pânico geral. As pessoas começaram a se entreolhar e ficar preocupadas. Alguns prendiam a respiração. Mas o piloto continuou:

– É absolutamente possível que isso aconteça, devido a força do atrito, blábláblá… não há o que se preocupar em relação a isso, apenas será sentido uma turbulência maior que a normal. Quando chegarmos ao nosso destino, haverá manutenção da aeronave, então os passageiros em conexão também deve ser desembarcar. Pela atenção, obrigado.

Pronto. Metade do avião comentava a possibilidade de acontecer o pior, e a outra metade comentava e rezava. As aeromoças passavam pelos bancos sorrindo e dizendo pausadamente: “Calma, pessoal. Isso está previsto. Não se preocupem.” E se dirigiam para a parte da frente.

Ao chegar, sentaram-se rápido e colocaram os cintos de segurança, sem antes fechar as cortinas. No fim, tudo deu certo e, várias turbulências depois, o avião chegou ao seu destino.

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