As gladiadoras

Mulheres disputam espaço. Bah, Andrei. Descobriu a América, parabéns. Calma, gente. Já sabia disso há algum tempo. Mas hoje, durante o almoço, a minha ficha caiu. Tive aquelas visões que “clareiam” um pouco mais as coisas.

Estava conversando com duas colegas de agência sobre outra colega. Papo vai, papo vem, daqui a pouco começamos a falar de coisas que não gostamos dela. Eu assumi uma postura política, critiquei o que achei que deveria e anunciei que já havia dito isso diretamente para a tal pessoa.

Mas as minhas colegas não. Reclamaram para mim coisas que me fizeram tomar as dores da outra. Lá pelas tantas, a discussão começou a ficar levemente acalorada, até que uma delas sentenciou:

– Não adianta, Andrei. Nós somos mulheres. E mulheres pensam assim de mulheres. É o jeito que nos vemos.

Aí tive a prova de que meus argumentos eram em vão. Exagerando um pouco, a disputa foi para o lado “religioso”. Católicos contra protestantes. Judeus contra muçulmanos. Colorados contra gremistas.

Qualquer argumento a mais da minha parte me tornaria um aliado da “acusada”. Desisti de defendê-la. A fiquei pensando na razão de brigar por brigar. De ser contrário pelo simples fato de alguém ter uma característica me particular.

Gostaria, por exemplo, que a minha amiga Fê, a poetisa e teórica da visa social, argumentasse sobre isso. Esses dias, ela colocou no Twitter que torcera pelo Dado Dolabella, pois ele havia sentado a porrada na Luana Piovani. Também não gosto da atriz, a não ser pelo fato dela ser bonita (mas a Ju é muuuuuito mais). Mas torcer pelo infeliz… pô, não dá, né?

Eu trabalho em uma sala com três mulheres. O clima é tri bom, não há intrigas e etc. Mas a diretora de criação fica numa sala com três homens e queria um quarto, mas acabou recebendo uma moça. Ela me disse várias vezes que “trabalhar com homem é muito melhor, pois não gera intrigas”.

Alguém me explica esse ranço feminino com a própria espécie? Que há dificuldade de relacionamento, tudo bem. Mas gostaria de ter uma explicação lógica sobre isso.

Fê? Ju? Alguém?

….

Desisti de ver o “No Limite”, da Globo, há duas semanas, quando um dos participantes foi votar na eliminação e escreveu a sua indicação no papel: “Julha”. Julha?? JULHA??? J-U-L-H-A??!?!?!

Melhor assistir baseball na ESPN.

5 Respostas to “As gladiadoras”

  1. Porque tu foi almoçar com duas mulheres e ficou falando de uma terceira, e nenhuma delas era eu, não vou comentar!

    ps. Eu não disputo espaço!

  2. cara, que texto GAY!

    “Gostaria, por exemplo, que a minha amiga Fê, a poetisa e teórica da visa social, argumentasse sobre isso.”
    acabou com a fê: só faltou chamar ela de MARTHA MEDEIROS. e ainda comecei a suspeitar que tu leia ela! HAEIUHRAIUHRAE

    “Também não gosto da atriz, a não ser pelo fato dela ser bonita (mas a Ju é muuuuuito mais).”
    AERIUHREAIHIAUREHIUAERHIUAEHRAEHRAREIUHAREIUHAER
    RÉDEA CURTA! RIO GRANDE RULES PORTO ALEGRE!

    bah, não me impressiona mais que tu visse a fazenda. tou me desligando de rir!

  3. Tá, o comentário foi tri enganoso (sweet though)… Mas também não precisava essa gargalhada histérica, Vinícius!
    RIO GRANDE RULES, INDEED!

  4. não ri por achar que o comentário foi enganoso. ri porque senti o poder do teu CABRESTO, ju. haueihaeiuhea

  5. Dã.

    Fala sério. Fiquei com pena do Dado. O mais excluído. Meu sonho é dar porrada na Luana Piovani.

    E odeio mulher mermo. Por isso andava com vocês.

    By tehe way, se a tua colega vítima de fofocas for demitida, me chama pruma conversa.😛

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