Minha história em Divinópolis

Desde pequeno, meu pai contava muitas histórias sobre a terra dele. Falava sobre as molecagens, as brincadeiras que tinha que inventar, seus tempos de engraxate, como fazia para pular uma cerca e ver jogos de futebol e que gastava o dinheiro que ganhava com sanduíches de sardinha e guaraná.

Sempre que ele falava nesse sanduíche de sardinha com guaraná seus olhos brilhavam. “Nossa… (longa pausa)… aquilo era uma maravilha”. Eu pensava: “Eca. Sardinha? Eu odeio sardinha”. Mas imagino o quanto aquilo era importante para o meu pai.

Ele também sempre falou sobre a fundação da sua cidade, Divinópolis. Hoje, uma cidade com 200 mil habitantes, no oeste de Minas Gerais. Na época de fundação, entre final do século XVIII e início do século XIX, apenas um vilarejo perto de um imponente rio, o Itapecerica.

igreja1 

Foi construída a Igreja da Matriz do Divino Espírito Santo, para adoração de São Francisco de Assis. Ao longo dos anos, pequenas casas eram construídas ao redor, depois escolas, famílias foram se formando e o vilarejo foi crescendo.

Com a ajuda de um fazendeiro bastante rico, Francisco Domingos Gontijo, surgiram obras importantes, dentre elas a ferrovia. Através deste recurso, a cidade deu um salto em crescimento na época.

cap domingos francisco gontijo

Eleito oficial da Guarda Nacional, o capitão Domingos decidiu fazer uma casa para descansar, junto à praça da matriz. O empreendimento é considerado o marco inicial da cidade de Divinópolis.

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E sabem da maior? O capitão Domingos é meu tataravô. Pesquisei sobre ele e descobri que era um cara rico e que costuma dar liberdade aos escravos. Achei até uma carta que ele escreveu emancipando uma escrava de 6 anos de idade. Fico orgulhoso de saber deste passado.

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Por isso, cada ida minha para Divinópolis é emocionante. Gosto de rever estes lugares. É muito interessante mexer nas origens, saber o início da história da família. Talvez por isso, me sinta tão bem lá.

Infelizmente, dessa vez não pude aproveitar o tempo que gostaria. Afinal, foram apenas três dias lá e todos eles no sítio – que foi maravilhoso, por sinal. Vocês podem ver pelas fotos que a Igreja e o hoje chamado de “Velho Casarão” estão muito bem conservados.

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3 Respostas to “Minha história em Divinópolis”

  1. eu tinha um amigo que era sobrinho-neto do getúlio ou coisa que o valha. virou hacker e acabou preso pela PF.

    mas curti a tua redação de “como foram suas férias”.

  2. Angelica Assis Santana Says:

    ola, meu nome é angelica e resolvi entrar em contato devido ao fato da minha avó materna ser bisneta no cap domingos, como pode perceber somos parentes longes…. ela esta com 83 anos e resolveu escrever sua historia e estamos precisando de qualquer informacoes e fotos daquela epoca, se for possivel mantermos algum contato e se puder nos ajudar ficarei muito grata…. desde ja agradeco

  3. João Says:

    cap domingos era meu tataravo tambem….
    pelo menos meu pai me disse isso…
    intaum agente é primo hahah

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