Comida para Batalhão

Em uma rápida conversa no MSN hoje com uma amiga, a Paula, de Pelotas, lembrei de uma história que aconteceu comigo dias antes da minha formatura. A Paula vai colar grau em Arquitetura e Urbanismo, na UFPEL, e está com dilema sobre os convidados, porque.o espaço é pequeno, a grana (sempre) é curta, e precisa enxugar a lista.

Daí, eu comentei com ela sobre uma história que eu passei em julho de 2004, semanas antes da minha colação de grau. Os convites demoraram para chegar e eu tive que correr para entregar. Tive os mesmos problemas da Paula, tanto que fiz a recepção no dia seguinte à cerimônia.

Na época, era repórter da Bandeirantes e tinha uma série de fontes, as quais eu queria fazer “um agrado”. Na minha lista, tinha desde assessores do governo, até deputados, vereadores e policiais. E foi nesta última categoria que a minha história se desenrola.

Havia um capitão da Brigada Militar que era meu parceiraço, sempre me passava informações “quentes”. Tinha que convidá-lo. Logo, ele foi para a lista fácil, fácil.

Liguei para ele e combinei de entregar o meu convite. Como o cara estava de serviço, tive que ir até o Batalhão onde ele trabalhava.

Cheguei, nos cumprimentamos, conversamos um pouco, fiz a entrega, ele agradeceu. Parecia tudo perfeito até que ele, na maior boa vontade do mundo, me disse:

– Tchê, vou te apresentar para o comandante.

Bah. Apresentar para o comandante. Para um militar, esta é a honra das honras. É como receber um convidado tão ilustre em sua casa que você disponibiliza o seu próprio quarto para que ele pernoite. Ou então, escolhe o melhor vinho da adega, guardado há século e oferece.

E lá fomos nós. Só que o tal comandante, estava palestrando para uns 40 policiais mais ou menos, quando interrompemos. Entramos, fui apresentado, falei rapidamente sobre a festa e capitão veio com essa:

– Como o senhor vê, comandante, o Andrei veio NOS convidar para a formatura dele.

Bah. Gelei. Lembro de pensar: “Putz! Minha mãe vai ter um infarto. Mais um na lista”. E comandante foi além. Com voz imponente, virou-se para o pelotão e sentenciou:

– Pessoal! Atenção! Esse é o jovem repórter Andrei Fonseca, da Bandeirantes. Nosso amigo… parceiro… está, assim como nós, a serviço da comunidade…. e está se formando… e veio até aqui NOS convidar… Não vamos fazer essa desfeita, certo?

– SIM, SENHOR!!! – responderam em coro.

Bah, nessa hora, eu fiz cocô nas calças. Pensei: “MEEEEEEEEERDA!! VOU TER QUE ALUGAR O GIGANTINHO PARA ACOMODAR ESSA GALERA!! VAI TOMAR NO CU!!”.

Rapidamente, tive que usar de grosseria para consertar:

– Er… comandante… heheheh.. pois é… esse convite tem o nome do capitão e da esposa… heheheheh… então… assim ó… eu trago o do senhor em seguida…. eu não sabia que o senhor estava, então… sabe como é…

Para minha sorte e do meu pai, que bancou a festa, não foi ninguém do batalhão. Nem o capitão. Muito menos o comandante, que não recebeu o convite, obviamente. Que pena. Esse cara é gente boa demais.

2 Respostas to “Comida para Batalhão”

  1. areuhraeiuheraiuhiauerhiuarh
    muito bom. mas o pessoal é meio sem noção, também.

  2. tarta Says:

    isso que da ser popular demais…. eheheheheheheh

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