Arquivo de dezembro, 2009

Endless Vacation

Posted in Mural with tags , , on 18/12/2009 by andreifonseca

Tem uma música do Ramones com esse nome: Endless Vacation. Resolvi usar este nome devido à situação que se criou na minha vida profissional, onde há uma junção de férias coletivas com férias pessoais, unidas por um elo de três dias de trabalho na primeira semana de janeiro.

Admito que o calendário é bastante favorável, afinal, tem o recesso de 11 dias até 4 de janeiro, trabalho de segunda-feira até quarta-feira e daí férias a partir de quinta, com retorno 20 dias depois.

Estava pensando sobre férias esses dias. Quando era criança, que tinham as férias escolares, a folga começava exatamente no início de dezembro e ia até a primeira semana de março. A maioria dos pais precisava ficar trabalhando aqui em parte deste período, mas por ter pais professores, o descanso deles praticamente acompanhava o meu e do meu irmão.

No meu caso, essa mamata durou até eu completar 16 anos, pois comecei a trabalhar em rádio neste período. E daí, foram-se férias, folgas, feriados, noites e finais de semana.  Cheguei a ficar seis anos sem férias, apenas com folgas ocasionais. Inclusive, nos tempos da Rádio Pampa, cheguei a apresentar os especiais de Natal e Ano Novo, que começam as duas da manhã e iam até às seis, quando o sol nascia.

Quando tive empresa, resolvi tirar férias depois  de tanto tempo sem. E agora, na agência, é a primeira vez. E, junto com a Ju, vamos para a praia e depois do retorno ao trabalho por ter^s dias, embarcamos para a América do Norte.

Estou precisando desta parada. Será um período de descanso e reavaliação. Preciso relaxar e repensar uma série de coisas. E, acima de tudo, ochizar ao lado de my Love. Antes que perguntei, é gíria interna.

Será um período de praia, PlayStation, Wii, vagabundagem, família, cerveja e churrasco.  E Ju. Muita Ju. Aos poucos vamos conversando e atualizando este espaço.

Essa correria final pré-recesso impediu que eu opinasse sobre uma série de coisas, como o palavrão do Lula, reunião do clima e menino com agulhas.

Vou tentar seguir um padrão. Peço compreensão dos meus leitores.

Mediador do Olimpo

Posted in O mundo cruel with tags , on 16/12/2009 by andreifonseca

Hoje foi, sem dúvida, um dos dias mais difíceis da minha vida. Hesitei e pensei se deveria escrever sobre isso, mas como precisava desabafar, achei o Dark Journal um fórum adequado.

É absolutamente normal que pais discutam e fiquem de bico um com o outro, e acontece nas melhores famílias. Porém, mesmo sendo uma discussão normal de pessoas que convivem há 35 anos (só de casados), hoje foi a primeira vez que eu tive que mediar isso. Acreditem, meus amigos, é mais fácil enfrentar o Mike Tyson em um dia fúria.

Esse é um peso que eu nunca gostaria de carregar. Dói muito para um filho ver a discórdia entre os próprios pais. Essa dor vem acompanhada de um sentimento de incompreensão. Afinal, pais foram feitos para estarem juntos e se amarem. Quando isso fica ameaçado, parece que o chão vai ruir.

Como agravante entra o fato de que um filho sempre se sente inferior aos pais. Parece que você precisa conversar com eles através de um humilde coração e de joelhos – literalmente, é claro. Vemos nossos pais como deuses no Olimpo, intocáveis e, por vezes, soberanos.

Primeiro tive que conversar e ouvir as lamúrias de um e depois escutar o outro. Dói. Putz, como dói fazer isso. Ao mesmo tempo, não sabia que eu tinha tanta autoridade assim com meus pais, que eles me respeitavam tanto. Assim como me surpreendi com a “infantilidade” deles para algumas coisas. E acho que é de todos pais. Mas, em alguns momentos da conversa, parecia uma briga mais infantil do que as tinha com o meu irmão.

É fato que algumas pessoas têm dificuldade de diálogo, ora por serem impositivas e intransigentes ou então simplesmente não conseguirem organizar as idéias. Também é fato que ouvir um pai ou uma mãe reclamar te faz dar uma razão momentânea para aquela pessoa em detrimento da outra, mesmo que não seja o caso.

No fim, consegui resolver e apaziguar os ânimos. Tudo ficou bem, ou pelo menos deve ficar. Mas o mix de emoções e de vontades naquelas quase duas horas de conversas separadas me mudaram um pouco, sem dúvida.

Espero nunca mais ter que fazer isso. É uma experiência que considero válida, mas não me sinto capacitado para ser mediador de uma discórdia em que eu esteja tão emocionalmente envolvido. Quem topa uma parada dessas tem muita coragem.

Depois de ouvir, ver e falar tanto, saía da minha casa levando camisetas passadas e roupas que tinham sido lavadas, afinal meu pequeno loft não comporta esta estrutura de lavagem. Naqueles segundos, eu pensava sobre muita coisa. Meus pais almoçavam juntos e eu avaliava se havia feito a coisa certo.

Também pensei se tudo iria realmente ficar bem. Um turbilhão de sentimentos passava pela minha cabeça. Só sei que na hora da despedida, encarei os dois e disse que os amavam. E pasmem. Foi a primeira vez em 27 anos que eu tive coragem de dizer isso. E o fiz com a maior sinceridade do mundo.

Virei de costas e caminhei até a garagem, aliviado, mas com o peito torcido, a garganta salivando e os olhos marejados.

A volta do KIT KAT

Posted in Fica quieto!!, Mural with tags , , , , , , on 10/12/2009 by andreifonseca

O que parecia ser apenas um sonho guloso de minha parte (e de muita gente que eu conheço), se tornou realidade. Meus amigos, com todo orgulho e satisfação do mundo, anunciou a volta do Kit Kat ao Brasil. Yeeeeeeeeeessssssss!

Hoje no Twiter, a Vanessa Zaffari escreveu e postou foto que o meu chocolate preferido está a venda em posto de gasolina na avenida Protásio Alves. Obviamente vou lá conferir.

Aliás, uma pergunta que não quer calar é: porque raios, diabos, ou qualquer outra coisa nessa linha, o Kit Kat não vendia mais no Brasil? Para encontrá-lo, precisávamos cruzar a fronteira, viajar para longe ou chorar as pitangas para alguém que o fizesse. Que saco!

Agora, ao que tudo indica, o segundo chocolate em barra mais vendido no mundo, retornou ao Brasil (pelo menos em Porto Alegre, naquele posto de gasolina). Para escrever este post, pesquisei um pouco e descobri que 47 Kit Kats são vendidos por segundo em todo mundo em mais de 80 países. Puta que pariu!

 

Lembro do momento em que estava no Canadá, em Toronto, morto de fome, e entrei em um 7-11 para comprar batatinhas frita. Foi nesse momento que, após alguns anos, reencontrei o Kit Kat. Comecei a gritar de felicidade e ninguém entendeu nada. Foda. Comprei uns oito, eu acho, E nada da batatinha.

Finalizo com o seguinte: alô, Nestlé! Kit Kat, por favor! O povo brasileiro clama por isso! Se tem alguém aí no Google da Nestlé e quer saber o que as pessoas acham do Kit Kat, facilmente encontrará uma legião de órfãos.

Acho muito difícil que ele esteja de volta no varejo sem uma belíssima abordagem publicitária. Ninguém pode ser tão burro de fazer isso. Portanto, essa corrente migratória que passou pelo posto de gasolina da Protásio Alves vai sofrer. Aliás, meu cartão de crédito vai. Assim que eu sair da agência, passo. Ei! Você que ta lendo! Não vai ainda! Deixa um para mim! Isca! Tasca!

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Vi, revi e li especialistas falando sobre o vídeo com o jogador do Grêmio. Faremos justiça e colocaremos um ponto final nisso. Absolvo o cara também. Pronto, assunto encerrado. Parabéns Grêmio, mesmo com o time dente-de-leite, enfrentou o Flamengo com bravura.

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Ganhei de cortesia da NET TV por Assinatura dois meses de degustação dos canais Telecine. Obviamente, iria assinar depois, mas recebi com muito gosto a cortesia de dois meses.

Lembro perfeitamente do contato, na qual o vendedor me disse que “me ligaria faltando poucos dias para encerrar a degustação, a fim de saber se eu iria assinar o pacote do Telecine”. Aguardei então.

E adivinhem o que aconteceu? No sábado a noite, enquanto eu a Ju assistíamos a um filme, o sinal sumiu e apareceu o aviso de que eu deveria contatar a NET. Surpresa! A cortesia acabara. Mas como a NET é incompetente!

Liguei fulo da vida e a atendente me disse que não era obrigação deles fazer contato. É sim, se vocês avisam que vai. Obviamente, ela fez pouco caso. Lamentável.

Luis Carlos Alborghetti (2009)

Posted in Comunicação, Histórias do Microfone with tags , , , , on 09/12/2009 by andreifonseca

Neste dia 9 de dezembro, o jornalismo brasileiro perdeu um de seus mestres e ícones. Faleceu Luis Carlos Alborghetti, 64 anos, de câncer do pulmão, na sua residência, em Curitiba, no Paraná.

Alborghetti era um cara fantástico. Ficou conhecido pela sua irreverência, opiniões fortes e por não medir palavras na hora de expressá-las. Apresentou o programa Cadeia Nacional, na rede CNT, em que, com um cacetete na mão, mostrava matérias sobre crimes e pedia “cadeia” aos responsáveis. Um estilo que fez escola, revelando, por exemplo, o apresentador Carlos Massa (o Ratinho), repórter de Alborghetti no início da carreira.

Eu admiro MUITO o Alborghetti. Já postei vídeos dele aqui, sou fã do seu tom áspero e de sua sinceridade. Mesmo aos berros e com palavrões, Alborghetti era um pregador da moral política e social, sendo um revoltado contra a leviandade e flexibilidade das leis criminais brasileiras.

O jornalismo brasileiro fica órfão de um cara que sempre essência, nunca se vendeu para “o sistema”, inclusive preterido em contratos e propostas devido à sua postura. Gostaria de tê-lo conhecido pessoalmente, pois teria sido um prazer ter apertado a mão dele e dizer que sou um grande e ele me influenciou muito.

Alborghetti aliava indignação com humor, sem cair no escracho. Com sinceridade, ele expressava consternação sobre os problemas do dia a dia, com foco maior na segurança pública. E dá-lhe porrada na mesa! Fora a toalha no ombro, que ele usava para secar o suor.

Vai com Deus, Alborghetti. Descanse em paz. Que tenhamos em breve um guerreiro como você para defender o óbvio, constantemente esquecido pelas autoridades.

Minha homenagem se encerra com vídeos dele, alguns dos meus preferidos.

A festa cheia de ninguém

Posted in Mural with tags , , , , on 07/12/2009 by andreifonseca

Nunca houve um Campeonato Brasileiro de Futebol tão contraditório como este que se encerrou ontem. Fácil e difícil ao mesmo tempo. É possível? Sim. Bastava um time ser regular que seria campeão tranquilamente. Porém, nenhuma das 20 equipes conseguiu.

Resultado: aquele que chegou melhor na última curva levou o caneco. Parabéns ao Flamengo, por ter acreditado, projetado, jogado bola, investido em bons jogadores e ter vencido, mas sem merecer. Repito. Ninguém mereceu.

Esse campeonato era uma festa cheia de ninguém. Tinha uma mulher gostosa ali e um monte de homem querendo levar. Mas ninguém tinha competência para fazê-lo. Até que, no apagar das luzes, quando ela já estava bêbada e a fim de dar sequencia nos acontecimentos, o menos feio e mais corajoso levou para casa. E foi o Mengão. Hexa (ou penta) campeão.

Eu escrevi há um tempo as minhas previsões para este campeonato. Disse que o campeonato ficava entre São Paulo, Palmeiras, Internacional, Goiás, Flamengo e Atlético-MG. Os seis primeiros na época. Flamengo levou.

Registrei que o rebaixamento seria Coritiba, Sport, Náutico e Fluminense, com possibilidade para o Botafogo. Quase. O Fluminense calou a minha boca e todo o resto. Talvez seja o maior vencedor do campeonato. Merece muito os parabéns.

Não me arrisco a prever mais nada, decidi escrever sobre o que eu gostaria que acontecesse. Primeiramente, quero que o Coritiba dispute a terceira divisão com portas fechadas até 2015. Acho que seria de bom tamanho. E se houver isso de novo com qualquer clube, deve ocorrer a mesma punição.

Quero que o Internacional volte a ser um time confiável, combativo, ofensivo e com esquema de jogo surpreendente. É pedir demais? Não. Precisamos de um lateral direito, um volante e um rápido atacante, com força e técnica. E um incontestável goleiro.

Desejo todo sucesso do mundo ao Mário Fernandes, pela categoria e profissionalismo. Tem muito futuro esse guri. Mas, ô Grêmio… 15 milhões de Euros? Calma, né? O Nilmar saiu por esse valor. É um valor de jogador de seleção brasileira, não uma promessa.

E a Libertadores? Putz, pegamos uma chave difícil. Queria tanto jogar contra a baba que o Grêmio pegou este ano.

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A violência que eu vi nesse final de semana na comemoração do Flamengo e no pós-jogo em Curitiba me chocaram profundamente. São cenas que vão correr o mundo. Resolvi postar o vídeo. Durante mais de sete minutos, o telespectador agoniza e fica perplexo com o que o ser humano é capaz.

Espero que haja uma pesadíssima punição. Cara, acabou o jogo, perdeu, vai para casa. Todo e qualquer torcedor que entrou no gramado não tem desculpa para se fazer de vítima. Valentes foram os policiais que em menor número, reagiram e tiveram peito para enfrentar um bando de covardes.

Comportamento de segunda divisão, merece a segunda divisão. Farewell, Coritiba.

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O Rio Grande do Sul, com sua rivalidade futebolística histórica, viveu uma situação inédita, onde o maior prejudicado, em qualquer situação, seria o Grêmio. E eu torci pela vitória dos tricolores.

Porém, a direção gremista enfraqueceu o time, que não tinha obrigação de ganhar, mas sim de entrar com tudo para defender a história de uma camisa e de uma instituição. Não vi o jogo, mas acredito no relato unânime que tive.

O Grêmio, mesmo com um time amador, entrou para ganhar. Pobres garotos foram lançados aos leões e mostraram caráter. Estão de parabéns.

Não contesto de forma alguma a bravura do time do Grêmio.

Porém… é curioso o que esse rapaz diz ao entrar em campo. Alguém me explica, por favor? Para mim, fica claro que a frase é “paro de chutar a gol”.

E qual será o pedido do Adriano para o Léo que foi necessário por a mão na boca, visto que haviam 85 mil pessoas gritando? Reparem que ele termina a frase com “por favor”. Pode ser um “Ô, meu… na boa, não encosta muito na marcação aqui porque eu acho que você teve uma ereção”. Ou então “Porra, aí…facilita, pô. Cês não precisam de tanta vontade assim”. Quem sabe um… “Ô, moleque. Eu conheço os caras lá do morro, parceiro. Se não aliviar, fica ruim, entendeu?”. Se alguém quiser continuar a lista, fique a vontade.

Escola no interior

Posted in Histórias - A vida foi assim with tags , , , on 03/12/2009 by andreifonseca

Algumas semanas atrás, eu fui acompanhar uma sessão de fotos na região noroeste do estado. Tínhamos que captar imagens de lavouras de milho e trigo prestes a serem colhidas, então fomos para Palmeira das Missões.

Não sei quantos dos que me lêem conhecem, mas Palmeira das Missões fica a mais 300 quilômetros de Porto Alegre, próximo da Argentina. Aqueles que acharem esse post no Google e forem desta simpática cidade não se ofendam com o que vou dizer, é apenas uma figura de linguagem, mas Palmeira não tem nada, fica no meio do nada e é longe para cacete.

Fomos extremamente bem tratados lá pelos contatos do nosso cliente, no hotel (excepcional, por sinal) e nos restaurantes.

Bom, mas a razão deste post é uma reflexão que tive enquanto dirigíamos entre as lavouras. Havíamos pego uma estrada de chão onde rodamos alguns bons quilômetros para achar uma determinada propriedade que tinha uma vasta plantação de milho.

Na volta desta mini viagem, percebi uma criança caminhando no horizonte, saindo de uma casa cercada de hectares e hectares de plantação. Era uma menina, calculo que uns oito anos de idade, com uma mochila nas costas e uma merendeira na mão.

Ela recém havia saído de casa e caminhava calmamente até uma placa com sinal de ônibus a beira da estradinha de chão. Parecia feliz, pronta para mais um dia de aula. Caminhava com entusiasmo, como se havia esperado muito para aquele momento.

Alguém na caminhonete comentou sobre ela, e o motorista, que é de Palmeira, disse que havia muitas crianças como aquela, que seguiam a mesma rotina, se dirigindo para a única escola que havia por lá.

Tem apenas um ônibus que leva para uma escola que fica longe. É a única forma daquelas crianças freqüentarem as aulas e terem a perspectiva de um futuro. Por isso, toda função é um grande evento diário.

Daí, o papo veio para chuva. “Ta, mas e quando chove? E a estrada de barro?”. E o motorista respondeu: “Ah, daí elas não vão a aula, o ônibus não chega”.

Nessa hora eu parei. Opa! Como assim não vão a aula? Quer dizer… simplesmente não tem aula? E o cara confirmou. Putz… não havia pensado ainda como precário é o nosso sistema de ensino no Brasil rural. Eu ali, na caminhonete com ar-condicionado mandando e-mails do BlackBerry e aquela criança aproveitando o dia de sol para ir a aula.

O motorista me disse que as aulas são recuperadas as vezes no sábado, ou com atividades extra-classe, com trabalhos em casa. Fiquei imaginando a decepção dessas crianças, que tinham na escola um grande incentivo para conquistar sucessos na vida. Sem depreciar a vida interiorana, é claro.

Será que essas crianças têm idéia da dimensão do mundo que há aqui fora? Até onde vai essa limitação? Será que elas são felizes? Gostaria de ter registrado a fisionomia dela, mas só fiquei a postos com a câmera do celular para captar a escola.

 

Mais adiante vi outro menino junto ao irmão menor aguardando o mesmo ônibus. Me deu um aperto no peito. Não sei porque, mas fiquei pensando horas sobre aquela rotina.

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Meu prédio é fantástico. Estou gostando cada vez mais de morar lá. A vista, o aconchego misturado com agitação da Nilo Peçanha, a tranqüilidade, o vizinho que grita a cada gol do Inter. Enfim, são muitas coisas.

Sempre existem avisos sobre reuniões de condomínio e modificações na estrutura do prédio, implementos e tal. Eu nunca vou, confesso que sou relapso e desleixado com isso. Só leio os avisos no elevador, mesmo sabendo que eles ficam expostos por pouco tempo.

E, na semana passada, vi o melhor aviso de todos os tempos da história dos condomínio em Porto Alegre. Vejam por vocês mesmos.

They salute us

Posted in Mural with tags , , on 02/12/2009 by andreifonseca

Um capítulo na história do rock and roll foi escrito na noite de sexta-feira, dia 27 de novembro deste ano, no estádio Morumbi, em São Paulo. AC/DC tocou para 70 mil pessoas, no mínimo, levando-as a loucura e frenesi musical, através da energia e agressividade da performance.

Puta que pariu! Que show foda! Foda! Foda! FODA! Só assim para tentar expressar o que eu presenciei, mesmo não sabendo como saí vivo daquilo. Eu e a Ju chegamos em cima da hora e não tinha mais espaço. A galera que se concentrava nas bocas de acesso também não se mancava, né? Dificultou mais ainda achar um lugar.

Quando a banda entrou, eu achei que o chão ia cair. Sério. O Morumbi literalmente tremeu. Balançou. Chacoalhou. Swingou. Tudo que lembra movimento. Estávamos nas arquibancadas em oposição ao palco e tivemos uma visão panorâmica, nada próxima, nem por isso confortável. O show inteiro foi em pé.

Poderia aqui falar das músicas, dizer a ordem, o que eu senti em cada uma delas. Mas prefiro pegar três em especial, a começar pelo primeiro clássico: Back in Black. Foi a terceira do show e fez com que a loucura se instalasse de forma incontrolável. Era possível as pessoas tomadas por um caos interior e exterior, movendo o corpo as vezes no ritmo da bateria, outra acompanhando qualquer outra coisa.

A segunda foi a minha preferida, You Shook Me All Night Long. Assistir isso ao vivo me fez se comportar como descrito acima. Lembrei de muita coisa, da minha infância ouvindo rock (quando isso ainda tinha espaço nas rádios), minhas fitas K7 gravadas com péssima qualidade, minhas revistinhas de acordes de guitarra… enfim… saudosismo e êxtase.

Por fim, Whole Lotta Rosie, quando um balão gigante representando uma moça gigante cavalgou em uma locomotiva gigante. Engraçado, animado e dançante. Uma aula de performance e música. Obrigado, AC/DC. Mais um evento que vou lembrar para o resto da minha vida.

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Estou vivendo uma fase bastante hipocondríaca na minha vida. Acho que estou ficando velho. Qualquer dorzinha que eu sinto, acho que é grave, tem que ir no médico e tal. Até salada arrisquei hoje no almoço.

Devo estar sentindo os efeitos da minha fixação no seriado House, que por sinal está sensacional nesta sexta temporada.

Se tenho problemas ou não, sei lá… mas óculos, eu preciso urgente. Cada vez minha cabeça precisa estar mais perto da tela do computador.