A festa cheia de ninguém

Nunca houve um Campeonato Brasileiro de Futebol tão contraditório como este que se encerrou ontem. Fácil e difícil ao mesmo tempo. É possível? Sim. Bastava um time ser regular que seria campeão tranquilamente. Porém, nenhuma das 20 equipes conseguiu.

Resultado: aquele que chegou melhor na última curva levou o caneco. Parabéns ao Flamengo, por ter acreditado, projetado, jogado bola, investido em bons jogadores e ter vencido, mas sem merecer. Repito. Ninguém mereceu.

Esse campeonato era uma festa cheia de ninguém. Tinha uma mulher gostosa ali e um monte de homem querendo levar. Mas ninguém tinha competência para fazê-lo. Até que, no apagar das luzes, quando ela já estava bêbada e a fim de dar sequencia nos acontecimentos, o menos feio e mais corajoso levou para casa. E foi o Mengão. Hexa (ou penta) campeão.

Eu escrevi há um tempo as minhas previsões para este campeonato. Disse que o campeonato ficava entre São Paulo, Palmeiras, Internacional, Goiás, Flamengo e Atlético-MG. Os seis primeiros na época. Flamengo levou.

Registrei que o rebaixamento seria Coritiba, Sport, Náutico e Fluminense, com possibilidade para o Botafogo. Quase. O Fluminense calou a minha boca e todo o resto. Talvez seja o maior vencedor do campeonato. Merece muito os parabéns.

Não me arrisco a prever mais nada, decidi escrever sobre o que eu gostaria que acontecesse. Primeiramente, quero que o Coritiba dispute a terceira divisão com portas fechadas até 2015. Acho que seria de bom tamanho. E se houver isso de novo com qualquer clube, deve ocorrer a mesma punição.

Quero que o Internacional volte a ser um time confiável, combativo, ofensivo e com esquema de jogo surpreendente. É pedir demais? Não. Precisamos de um lateral direito, um volante e um rápido atacante, com força e técnica. E um incontestável goleiro.

Desejo todo sucesso do mundo ao Mário Fernandes, pela categoria e profissionalismo. Tem muito futuro esse guri. Mas, ô Grêmio… 15 milhões de Euros? Calma, né? O Nilmar saiu por esse valor. É um valor de jogador de seleção brasileira, não uma promessa.

E a Libertadores? Putz, pegamos uma chave difícil. Queria tanto jogar contra a baba que o Grêmio pegou este ano.

….

A violência que eu vi nesse final de semana na comemoração do Flamengo e no pós-jogo em Curitiba me chocaram profundamente. São cenas que vão correr o mundo. Resolvi postar o vídeo. Durante mais de sete minutos, o telespectador agoniza e fica perplexo com o que o ser humano é capaz.

Espero que haja uma pesadíssima punição. Cara, acabou o jogo, perdeu, vai para casa. Todo e qualquer torcedor que entrou no gramado não tem desculpa para se fazer de vítima. Valentes foram os policiais que em menor número, reagiram e tiveram peito para enfrentar um bando de covardes.

Comportamento de segunda divisão, merece a segunda divisão. Farewell, Coritiba.

….

O Rio Grande do Sul, com sua rivalidade futebolística histórica, viveu uma situação inédita, onde o maior prejudicado, em qualquer situação, seria o Grêmio. E eu torci pela vitória dos tricolores.

Porém, a direção gremista enfraqueceu o time, que não tinha obrigação de ganhar, mas sim de entrar com tudo para defender a história de uma camisa e de uma instituição. Não vi o jogo, mas acredito no relato unânime que tive.

O Grêmio, mesmo com um time amador, entrou para ganhar. Pobres garotos foram lançados aos leões e mostraram caráter. Estão de parabéns.

Não contesto de forma alguma a bravura do time do Grêmio.

Porém… é curioso o que esse rapaz diz ao entrar em campo. Alguém me explica, por favor? Para mim, fica claro que a frase é “paro de chutar a gol”.

E qual será o pedido do Adriano para o Léo que foi necessário por a mão na boca, visto que haviam 85 mil pessoas gritando? Reparem que ele termina a frase com “por favor”. Pode ser um “Ô, meu… na boa, não encosta muito na marcação aqui porque eu acho que você teve uma ereção”. Ou então “Porra, aí…facilita, pô. Cês não precisam de tanta vontade assim”. Quem sabe um… “Ô, moleque. Eu conheço os caras lá do morro, parceiro. Se não aliviar, fica ruim, entendeu?”. Se alguém quiser continuar a lista, fique a vontade.

3 Respostas to “A festa cheia de ninguém”

  1. andreizinho andreizinho… teu time perde pro BOTAFOGO DUAS VEZES e tu quer achar a culpa no palheiro do grêmio? o primeiro time a ser campeão do 1º turno e perder a taça dá os parabéns para o segundo. o cavalo paraguaio’09 não aprendeu NADA do ’08. e olha que tava difícil: ano passado fomos superados pelo time burguês do são paulo. esse ano vocês entregaram prum clube que atrasa salários. quanto custava o time do grêmio ano passado? e quanto custava o do inter esse ano? em 2010, montem um time de R$ 8 milhões mensais e talvez ganhem. sem choro!

    e o diálogo do adriano com o léo foi:
    – léo, cêish não tinham dito que iam entregar essa porra, porra?
    – adrhnhm, mh mh mhummunmo?
    – que porra cê disse, léo?
    – adrhmbhm, hmhm mhumundo?
    – tira a mão da boca e fala logo, porra!
    – ADRIANO, CÊ TÁ ME OUVINDO??

  2. andreifonseca Says:

    Estimado, Vini.

    Tu não leu meu post, né? Não acredito que tenha essa opinião depois de lê-lo.

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