Back to work

Após um loooongo e merecido descanso, retorno para breves atividades profissionais antes de embarcar para uma viagem fantástica na companhia de my Love. Juro que tentei escrever durante este recesso, mas sempre acontecia algo que me proibia de fazê-lo, como sol, cerveja, mar, essas coisas chatas.

Porém, agora vou colocar os assuntos em dia. A começar pelo Natal inusitado. Quando eu era pequeno, passei um dia inteiro pensando sobre como seria a noite natalina de uma família se ela tivesse uma perda. E, na manhã do dia 24, fomos surpreendidos com a passagem da vó da Ju.

Uma senhora extremamente carismática e sorridente, a qual tive a oportunidade de encontrá-la por três vezes. A Ju lembra que eu insisti muito para que isso acontecesse. E fico muito feliz de ter feito parte de pelo menos um breve tempo da vida dela. Afinal, ela criou simpatia pelo “Barbudo”, como a Dora gostava de chamar.

Essa dificuldade inesperada e em uma época complicada me fez refletir por diversos momentos. Fiquei um tempo sentado na rede do meu apartamento e pensei sobre os meus avós, tanto os maternos quanto os paternos.

Os da parte mineira, eu vi pouco devido a distância, mas não esqueço o sorriso do Vô Chicão quando me via e logo dizia “Ô, Nego Duro”, a forma como ele chamava seus interlocutores. E a Vó Odete que era bem pequenininha e mostrava um carinho ímpar, principalmente em forma de doce, um incomparável doce de leite cuja receita infelizmente se perdeu no tempo.

Aqui tive o Vô Zé, zagueirão do Passo Fundo dos anos 40, baita gringo com sotaque italiano carregado. Quando eu era pequeno e o vô tinha condições físicas ainda, consertava tudo lá em casa. Era demais. E também ficava boa parte do dia na sala ouvindo rádio. Achava aquela cena maravilhosa.

A Vó Helena, sempre que ia lá em casa, tirava lentamente da bolsa um saquinho de balas de goma que tinha um palhacinho na embalagem. Era um presente bem simples, mas que o sorriso dela ao entregar a mim e ao meu irmão era impagável, ah, isso sim. E adorava quando ela convidava minha mãe para “ir fazer compras no Centro”, que na verdade era a avenida Assis Brasil.

Ah, que saudade desse quarteto. Peço a eles que recebam bem a Dora aí.

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Em um clima completamente diferente, o ano novo foi  em Capão da Canoa, na casa nova. Tchê, que lugar lindo. Nem precisamos ir na orla, pois da sacada do segundo andar se via tudo. Perfeito. Estouramos champagne e nos divertimos com o surto do Gandhi a cada saraivada de foguetes.

Aliás, tivemos sorte no tempo. Só dias de sol e muito calor. E, além do mais, Ca as nova tem piscina. Pronto. Trago e refresco. Maravilhoso.

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Capão da Canoa continua uma praia simpática, mas a minha previsão vai se confirmar logo, logo. Capão da Canoa vai estourar. PÔ, fomos no supermercado fazer compras e se via prateleiras vazias. Lamentável. Fora o buraco nas ruas.

A prefeitura deveria criar projetos para incentivar veranistas a fixarem residência na cidade. Tem muita gente em vias de aposentadoria que é um público-alvo bem interessante.

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Sobre a viagem, minha mala tá quase pronta, a da Ju, não. Oh, God.

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