Sherlock Holmes Museum

Sou uma daquelas pessoas que tem orgulho da própria infância. Fui muitos personagens, interpretados em cada brincadeira com entusiasmo, fantasias e tudo mais. E dentre todos os personagens que guiaram minhas peripércias, o destaque maior sempre foi Sherlock Holmes.

Descobri o grande detetive em um curso de inglês que a minha mãe tinha, uma pasta com mais de 20 fitas K7, muitos livrinhos de estudo. Acompanhavam algumas revistinhas de quadrinhos para que o estudante treinasse seus conhecimentos. Uma delas tinha uma capa diferente, onde aparecia um cara alto, com uma roupa esquisita, segurando um revolver.

Obviamente tive imensa dificuldade para ler e entendi pouca coisa, mas as “figuras” me causaram fascínio. Foi aí que começou a minha admiração pelo famoso detetive londrino.

Muitos anos, obras lidas e filmes vistos depois, consegui finalmente visitar o tal famoso endereço dito em todos os livros: 221b Baker Street, a casa de Sherlock Holmes. Parada obrigatória para os fãs de livros policiais.

O local em si é bastante simples, fica em uma área onde já se percebe a importância do museu do detetive, pois a estação de metrô é repleta de imagens de perfil do personagem, isso sem falar na imensa estátua postada na saída do tube.

Em frente ao lugar, fica postado um ator trajado de oficial da Scotland Yard. Ao lado, está disponível uma lojinha com produtos, brindes, jogos, etc. Parte do dinheiro da minha viagem ficou lá, inclusive com uma versão inglesa e com casos diferentes do jogo de solução de casos que aqui no Brasil leva o nome da polícia inglesa.

Ao entrar no museu, o visitante é surpreendido por um simpático (apesar dos poucos dentes) e poliglota Dr Watson, que nos saudou em bom português e explicou sobre os aposentos. Lá, o turista observa, nos três andares de uma casa bem antiga e conservada, uma reconstrução de onde o detetive teria habitado.

Existe a caracterização de diversos casos solucionados por Holmes, inclusive a cabeça do “Cão dos Barkervilles” (meu livro preferido) exposta como troféu. Não tem nada de extraordinário, mas é um momento único de realização para que milhões de fãs de literatura e do detetive.

Para mim, a exposição de algumas cartas é sensacional. Elas têm conteúdo variado, mas me chamaram atenção a de um garoto contando o desaparecimento da família de um vizinho (junto com o presente de aniversário dele) e de um garoto japonês que pede humildemente, em um inglês bem prejudicado, um simples autógrafo. O curioso é que, segundo uma funcionária do museu, são recebidas centenas de cartas por dia de todo mundo, nos mais variados assuntos, mas na maioria, um pedido de ajuda sobre um caso estranho.

Recomendo, mesmo aos que não são interessados em fantasias literárias. É um simples, mas belo passeio.

Uma resposta to “Sherlock Holmes Museum”

  1. […] This post was mentioned on Twitter by John Hamish Watson, Andrei Fonseca. Andrei Fonseca said: Sherlock Holmes Museum http://wp.me/pnvnk-9L […]

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