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11 de setembro

Posted in O mundo cruel with tags , , , , on 11/09/2011 by andreifonseca

Durante meus quase 29 anos de vida, três fatos me marcaram profundamente. O primeiro deles, o Impeachment do ex-presidente Collor. Ali comecei a me interessar por política e por jornalismo, as aulas de Moral e Cívica fizeram certo sentido e foi emocionante ver os caras-pintadas protestando nas ruas. O segundo foi o Tetra do Brasil em 94, primeiro grande título que eu comemorei e tive orgulho de ser do país do futebol. E o terceiro foi uma grande tragédia: o dia 11 de setembro de 2001.

Eu estava no bar da FAMECOS, no intervalo da aula, colocando açúcar em um café observando o intervalo da televisão sem volume. Entrou o temido Plantão da Globo, mostrando de cara imagens do World Trade Center em chamas. Enquanto a repórter falava e eu tentava adivinhar o que se passara, o segundo avião atingira a Torre Sul. Percebi naquele momento que o mundo estava mudando e alguma coisa muito séria acontecia e outras estariam para acontecer. Meu celular tocou e fui chamado para o trabalho na rádio imediatamente.

A medida que eu ia entendo o que realmente estava se passando, tomava consciência que estava vivendo o principal período da história mundial depois da queda do muro de Berlim. A maior potência do mundo foi dura e covardemente atacada por um grupo terrorista que usou corpos de inocentes como bombas altamente letais, requintando de crueldade uma ofensiva macabra e que trouxe novos significados para as palavras horror e terror.

Assumo que temi por uma terceira guerra mundial, onde a devastação planetária seria inevitável diante dos personagens envolvidos e o poder bélico disponível. Por sorte, não ocorreu, mas inocentes continuaram sofrendo e morrendo em decorrência de atos atrozes de ambos os lados.

Hoje, o dia conhecido como “11 de setembro” completa dez anos, com o principal criminoso já morto, muitas feridas ainda abertas, famílias em luto constante e uma reconstrução lenta e dolorosa de um símbolo de concreto. Sobre o World Trade Center falarei em especial num outro post. Agora, me atenho às homenagens que vi pela manhã.

Fonte: Site Terra

Impossível não ficar emotivo com relatos dos parentes das vítimas. Tento imaginar o desespero de quem estava nos aviões ou então de quem ficou em alguns dos andares acima de onde eles bateram. Sem esquecer das vítimas do Pentagon e dos passageiros que derrubaram o vôo United 93.

Ver os pais e filhos que ficaram tocando delicadamente o monumento de bronze com o nome das vítimas que cerca as duas piscinas colocadas nos lugares dos prédios é de cortar o coração. O silêncio ensurdecedor dos minutos de homenagem, o rosto de quem acompanha a cerimônia remetem a uma dor eterna.

Fonte: Site Terra

Em um programa sobre o 11 de setembro, vi o filho de uma vítima dizendo: “toda vez que a televisão mostra o momento do choque do avião nas Torres, eu vejo meu pai morrendo”. Não consigo sequer imaginar 1% do sofrimento que esta pessoa passa.

Aqueles que viveram o dia e hoje relembram como viram o que sentiram certamente guardam histórias de medo e angústia, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância. Dificilmente – e tomara que não aconteça – viveremos um momento tão duro e cruel em breve.

Amy is gone, one more round

Posted in O mundo cruel with tags , , on 26/07/2011 by andreifonseca

O rock andava muito chato. Começou nos anos 50, explodiu nos 60, mudou nos 70, se reinventou nos 80, pesou nos 90 e chegou ao Século XXI muito chato. Com poucas exceções, nada depois de 2000 me empolgava musicalmente. E o pior: vieram movimentos de gosto e atitude duvidosos.

Mas fomos agraciados com uma Messias: Amy Winehouse. Combinando um original jazz style com uma postura totalmente rocker, a inglesa colocou um desfibrilador no rock and roll e reanimou a qualidade fonográfica. Estaria o rock ressurgindo? Oh Yes, baby.

Do primeiro disco, poucos falam. Até porque o segundo é absolutamente fantástico. Cheio de hits, qualidade ímpar, genial, enfim, um dos melhores da década.

Porém, nossa Messias tinha também o lado Lúcifer – dominante, na maioria do tempo. Muitas foram as manchetes que anunciavam os vícios da cantora e denunciavam comportamentos e diagnósticos preocupantes. Amy Winehouse tinha uma forte tendência autodestrutiva proporcional ao seu talento.

Tanta força para chegar ao lado de lá infelizmente teve a confirmação no último sábado, dia 23 de julho. Aos 27 anos de idade (mesma de Jim Morrison, Janis Joplin, Jimmy Hendrix e outros), Amy Winehouse foi encontrada sem vida em sua própria casa em Londres. O rock perdera sua salvadora.

Esse fato era tão previsível que havia um site que fazia uma banca de apostas. Desde que foi lançado, recebeu mais de 96 mil previsões. Quatro pessoas acertaram, e a primeira que enviou a resposta vai ganhar um Ipod Touch. Mórbido? Muito. Surpreendente? Nem um pouco.

Eu nunca fui um grande fã da Amy, mas a admirava e respeitava demais o seu talento. Torço pela perpetuação da sua obra e que o seu exemplo musical seja seguido e venerado. Também torço para que os fãs e os jovens talentos não tenham seu comportamento extra-palco como exemplo. Não é esse o caminho, pessoal.

Encerro com a minha música preferida. Na verdade, ela foi gravada originalmente por uma banda chamada The Shirelles e Amy Winehouse fez uma belíssima versão. You Will Still Love Me Tomorrow é uma bela canção. Quando eu comecei a sair com a Ju ouvia-a direto depois de deixar a Ju em casa. E pensava: será que ela vai continuar a me amar amanhã? Para minha sorte, a resposta foi sim.

Amy será sepultada nesta terça-feira.

Enjoy the song, my friends.

RIP Amy.

Will You Still Love Me Tomorrow – Amy Winehouse

Tonight you’re mine completely

You give your love so sweetly

Tonight the light of love is in your eyes

Will you still love me tomorrow?

Is this a lasting treasure

or just a moment pleasure?

Can I believe the magic of your sight?

Will you still love me tomorrow?

Tonight with words unspoken

You said that I’m the only one

But will my heart be broken

When the night meets the morning sun?

I like to know that your love

This know that I can be sure of

So tell me now cause I won’t ask again

Will you still love me tomorrow?

Will you still love me tomorrow?

Will you still love me tomorrow?…

Falcão voou

Posted in O mundo cruel on 19/07/2011 by andreifonseca

Durou apenas três meses e dois dias a fantasia de ter, como comandante do time, o principal ídolo da história do Internacional. Falcão foi demitido após a humilhante derrota para o São Paulo. Não se pode tomar três gols em casa desse jeito. Mas, sem dúvida, não era motivo para demiti-lo.

Falcão tinha tudo para evoluir como técnico, coisa que ele ainda não era. Mas seria, se tivesse tempo. A idéia de tê-lo no comando era interessante. O bola-bola conhece tática, gosta do futebol “toque de bola”, técnico e bem jogado. O estilo Barcelona, sem usar de uma hipérbole.

Sobretudo essa saída prematura escancara um clima de beligerância insustentável no nosso amado Internacional. Diretores odeiam-se entre si, respinga na comissão técnica e reflete no time. Fazer futebol já é difícil, desunido então, fica muito complicado.

Junto com Falcão, saiu o diretor Roberto Siegmann, uma figura muito interessante. Gosto do estilo enérgico dele e tive oportunidade de falar diretamente para ele isso. Mesmo discordando de alguns posicionamentos públicos, acredito que ele tinha tudo para ser um grande dirigente. Assim como o bola-bola, fica para a próxima.

A culpa pela instabilidade tem a mão do treinador, mas o resto do corpo está no grupo de jogadores. Temos uma defesa lenta, um meio-campo deficiente e um ataque que não é municiado. E aqui cabe um parágrafo-parêntese.

A estratégia vitoriosa que nos deu um Mundial, duas Libertadores e vários outros títulos em uma década não pode avalizar uma sequência de fracassos. Para garantir bons jogadores e uma constância no elenco, o Inter fez contratos longos. Deu certo. Mas agora, precisamos de renovação em diversas posições. A começar pela defesa. Se somar a idade da linha de quatro defensores, ultrapassa-se 120 anos. Não pode.

Para terminar… e agora? Quem entra no lugar do Falcão? Falam em Cuca (por favor, não), Dunga (nãããão) ou Carpegiani (hummmm… ok). Dorival Júnior está cotado. Vai ser um grande técnico ainda. Meu preferido seria o Muricy, mas isso é sonho. Acho que esperando algumas semanas, teremos chance de contar com o Abel, que não vai bem no Fluminense. Abelão iria trazer energia e incendiar esse time.

Oremos.

….

E o Brasil, hein?

Tsc tsc. Lamentável. Quatro pênaltis para fora é demais. Mano Menezes tem que sair urgente.

E vem pro Inter.

Por cima da massa

Posted in O mundo cruel with tags , , , on 28/02/2011 by andreifonseca

Neste final de semana, Porto Alegre foi palco de um dos maiores atos de crueldade, insensatez e brutalidade que o ser humano é capaz de produzir. Durante uma passeata, um grupo de ciclistas foi atropelado por um motorista, resultando em mais de dez feridos (sorte, pois poderiam haver mais, inclusive com vítimas fatais).

A história é controversa, vou tentar fazer uma análise fria, mas não podemos fugir de alguns fatos. Em primeiro lugar, os ciclistas, pertencentes ao grupo “Massa Crítica”, pedalavam incentivando a troca do carro pela bicicleta, um trânsito melhor, ou seja, uma causa legítima, pacífica e acredito sem possibilidade causar uma guerra nuclear.

Conforme relato dos ciclistas, o dito carro teria tentado furar o bloqueio quando o grupo estava na rua José do Patrocínio. Ocorrera uma discussão entre motorista (que estava com o filho de 15 anos) e os integrantes da passeata. Agora entram as duas versões.

Os ciclistas alegam que reivindicaram o direito de fazer a manifestação e o motorista, inconformado com o bloqueio da via, jogou o carro por cima das pessoas, atirando corpos e bicicletas para cima, produzindo uma cena de horror jamais esperada.

Já o motorista, em depoimento hoje na Polícia Civil, contrapôs dizendo que os ciclistas bateram no vidro do seu carro, inclusive chegando a quebrá-lo. Na tentativa de proteger o seu filho, ele teria tentado desviar e resultou em acertar algumas pessoas. Seu advogado afirmou hoje que “ele quis preservar as vidas”. Convido o leitor à assistir ao vídeo gravado das cenas.

Bem. Minha análise fria agora, como prometido.

Mesmo com provocação e com o vidro quebrado (supostamente), acelerar e atropelar um grupo de pessoas é um ato criminoso e brutal que, na minha opinião, deve ser encarado como tentativa de homicídio doloso. Ao dirigir e tentar desviar do bloqueio (se é que foi essa a intenção), o motorista assumiu os riscos de provocar o acidente.

Outro ponto. O motorista provocou um acidente de trânsito e fugiu do local. Crime previsto no Código Brasileiro de Trânsito. Certamente, o protagonista dessa história também responderá por isso. Isso não me cheira sinal de boa intenção e, sobretudo, de consideração com a vida humana.

Terceira questão. Acelerar um carro com mais de uma tonelada de peso na direção de um grupo de pessoas é um ato de bestialidade e covardia que poucas vezes eu tive notícias. Na China, durante uma passeata, um estudante se postou em frente a um tanque de guerra e conseguiu impedir o avanço de militares para inibir uma passeata.

E se o o motorista que protagoniza esta história fosse o condutor daquele tanque? Qual seria o desfecho da história chinesa? Aliás, fico curioso para saber como foi o psicotécnico deste cidadão ao tirar carteira. Será que tinha a pergunta: “É correto passar por cima de manifestantes quando estes bloquearem a rua?”. Arrisco um palpite de qual teria sido a sua resposta.

Duvido da tese de “não tentar atropelar”. Nem se o cara estivesse dirigindo uma lambreta ele teria como desviar daquelas pessoas. Ou ele acha q eu sou trouxa, ou ele é péssimo de cálculo ou faltou uma desculpa melhor.

Acima de tudo, sorte do grupo que não houve uma vítima fatal. E também do motorista. Afinal, ele pegará uma pena mais branda. Nada comparado à cicatriz eterna deixada na civilidade e na humanidade. Aliás, que péssimo exemplo de um pai para um filho, hein?

Defendo há muito tempo que o sistema penal brasileiro seja mais rígido. Uma atitude como essa mereceria uma sentença que levasse à cadeia por um certo tempo, além de trazer conseqüências educativas, como por exemplo, proibição de dirigir.

Por fim, lamentavelmente, a atitude deste senhor inicia uma mais um capítulo em uma guerra do trânsito. Qualquer desentendimento nas ruas envolvendo bicicletas e automóveis pode gerar uma confusão com tendências para resultados graves.

….

Só mais uma consideração. A EPTC (órgão que controla o trânsito em POA) alega que não fora avisada da manifestação, enquanto o grupo afirma que faz a passeata todo mês, e teria sido um descaso do órgão público. Bem, como repórter, cobri diversas manifestações nas ruas e a EPTC sempre fornece apoio. Obviamente, a falta de comunicação não tira sequer 0,0001% da responsabilidade do atropelador. É apenas um registro que faço da importância de comunicar as autoridades sobre este tipo de atividade.

Idiotas do barulho

Posted in O mundo cruel with tags , , , , , on 18/01/2011 by andreifonseca

A expectativa de ir para a praia a fim de relaxar e descansar caiu por terra. Posso falar isso talvez em relação ao Rio Grande do Sul e seu horroroso e despreparado litoral. Sofremos com um trânsito caótico de ida, volta e permanência, pois Capão da Canoa, por exemplo, não possui ruas e espaço suficientes para o número de motoristas e pedestres.

Outro fator é a falta de infra-estrutura. Tem um ou dois supermercados que vivem em falta de produtos, lojas com péssimo serviço, falta d’água e luz, ruas esburacadas, serviço ridículo a beira-mar, obras pela metade, enfim, é um caos.

E o pobre veranista de bem pensa que, mesmo com tudo isso, poderá ficar trancado em casa ou na varanda, tentando ficar na santa paz. Pois está errado. As praias do litoral gaúcho estão cada vez mais lotadas de idiotas do barulho. Pessoas que usam o final de semana para encher a cara e colocar a discoteca do porta-malas do carro para funcionar. Afinal, na ausência de um pênis decente e funcional, é necessário ter um complemento automotivo e sonoro.

Tenho um amigo que faz isso e se orgulha. Questionei se ele não se preocupa em incomodar aos outros. A resposta foi deprimente e chocante: “Ah, se eles reclamarem, eu baixo”. Quer dizer, ele quer infernizar a pessoa para que ela passe pelo constrangimento de parar o nobre descanso e ser o estraga-prazeres da festa alheia. É um exemplo clássico de falta de pensamento coletivo.

Esse individualismo é crescente, infelizmente. Na semana de ano novo, sofri com um vizinho que trouxe pelo menos 15 pessoas para tocar música alta com pandeiro e tudo mais na frente de casa até as seis da manhã. Sim, não exagero. Ah, e quando abri a janela um dos dias, um grupo de homens corria só de cueca atrás um dos outros. Não me surpreendi.

Na outro final de semana, um imbecil ligou em uma rádio ridícula de funk/pagode/sertanejo/dance para todo o bairro. Sim, porque o idiota que faz isso é tão idiota que, além de propagar o som aos quatro ventos, faz sempre com uma melodia horrorosa. Se fosse Ramones, Johnny Cash ou Beatles, eu me irritaria menos.

Tentamos ver um filme e foi em vão. É muito chato isso. E sabe o que o pior? As leis são brandas. Um amigo norte-americano me contou uma vez que ele estava fora de um bar, fumando um cigarro e conversando com outra pessoa. Chegou um carro da polícia, o agente mediu os decibéis, disse que eles falavam alto demais para o horário e aplicou uma multa de US$ 100,00.

Além de ser uma demonstração falha de machismo, é um grande exemplo de não pensar no próximo. A mesma pessoa que faz isso joga lixo no chão, desperdiça água, comida, estaciona em vaga de deficiente, não dá lugar ao idoso e tem chance de se tornar um deputado para aumentar em 62% o próprio salário. Sem sentir vergonha alguma.

A Vivo quer o cliente morto

Posted in O mundo cruel with tags , , , on 08/06/2010 by andreifonseca

Ou então: “A saga para consertar um erro que não foi meu” – Parte 1

Roubei a primeira manchete do publicitário Lula Vieira, que uma vez escreveu no Propaganda & Marketing sobre o mesmo assunto com um relato parecido. Acho que nunca me identifiquei tanto com uma coluna quando li aquela e nunca senti tanta vontade de dizer a um colunista: “Bah, sei EXATAMENTE do que você está falando”.

Pela segunda vez em menos de dois anos, a Vivo não entregou a minha conta de celular e de internet 3G. Sim, eu digo a Vivo porque a responsabilidade com a entrega existe sim, não adianta por na bunda dos Correios. Se vira. Não chegou manda por DHL, FedEx, whatever.

Como ela vence dia 3, tentei ligar para solicitar uma segunda via e a prorrogação da data de vencimento. Mas o sistema estava fora do ar, e não pude ser atendido. Ok, tentei novamente mais tarde. Mesma coisa.

Nesta segunda-feira, numa pró-ativa ação de boa fé, liguei para a Vivo assim que cheguei da agência. Esperei mais de cinco minutos para ser atendido, quando uma consultora me recebeu e perguntou no que poderia ajudar.

Expliquei o problema, ela confirmou alguns dados e ficou apertando os botõezinhos deles lá para tentar resolver meu caso. O silêncio era quebrado as vezes por um vago “só mais um minuto, senhor”.

Um tempo depois, ela voltou ao telefone e me explicou que enviara uma nova fatura que deveria chegar em cinco dias úteis, porém, quanto a prorrogação da data de pagamento, era impossível, porque eu não havia ligado no dia do vencimento. Argumentei que havia ligado sim, mas que o sistema estava fora do ar.

Foi aí que ela disse que abriria um adendo no meu protocolo para registrar isso e que a solução seria pagar esta conta quando ela viesse e ligar quando chegar a próximo mês pedindo o cancelamento da cobrança dos juros.

– Então eu vou ter que ligar para consertar um segundo erro que a Vivo já me avisa que vai cometer.

– Senhor, erro da entrega não é problema da Vivo.

– Ah, é sim, moça. Claro que é. Aliás, em tempos de portabilidade, esta é uma afirmação muito… mas muito perigosa. Afinal, as outras operadoras podem me oferecer uma entrega melhor

– Senhor, a entrega é igual em todas operadoras.

– Ah, então quer dizer que a Vivo não tem nada de especial? Porque eu devo continuar cliente então?

– Senhor, a Vivo tem o melhor sinal, mesmo com entrega igual a todas operadoras.

– Pode ter o melhor sinal, mas a conta não chega e o atendimento não resolve meu problema.

O diálogo continuou por mais um tempo até que desliguei, 21 minutos de ligação depois, após dar nota 5 numa escala de 0 a 10. Afinal, eu tive a conta enviada novamente, certo?

Errado. Ao final da ligação recebo o seguinte SMS: “Parabéns. Você adquiriu o PACOTE 15 MIN DDD COM CÓDIGO 15 em 07/06/2010 no valor mensal de R$ 17,25. Vivo. Conexão como nenhuma outra”.

Putz… e agora, hein? Costumo dizer que acredito nas pessoas e na sua boa fé, mas essa foi demais. Liguei para pedir a minha conta e ganhei juros mais um pacote que não pedi. Porra, é de foder. Depois, as operadoras de telemarketing não gostam de ser xingadas.

A Vivo quer o cliente morto. Sem dúvida.

….

Parte 2

Liguei imediatamente para a Vivo a fim de desfazer o engano. Cara, poucas vezes eu bufei no telefone como neste dia.

Atendeu uma moça com um tom de voz bastante simpático, chamada Cristiane (essa faço questão de identificar). Contei a história toda e ela confirmou que eu havia adquirido o pacote. E imediatamente perguntou.

– O senhor que eu cancele? Faço imediatamente. Pedir a conta de novo e levar um acréwscimo não dá, né, seu Andrei?

Simpatia, ah, a simpatia. Como é bom. E aí, ela acrescentou:

– Senhor, vou tentar falar com o meu supervisor sobre a prorrogação da data de vencimento.

Pô… agora sim! Pró-atividade. Preocupação. Carinho. Exatamente o que a outra deveria ter feito na primeira vez, ao invés de me enviar um pacote de DDD da puta que pariu do caralho a quatro.

Em seguida, ela voltou ao telefone e disse que infelizmente o sistema não aceitava, mas fez questão de me passar o número de protocolo, checou duas vezes se estava certo e terminou assim:

– Olha, seu Andrei, mil desculpas viu? Sei que o senhor agiu de boa fé, mas o sistema, infelizmente, não aceita. Ficou registrado aqui todo o processo que vai facilitar para o senhor não pagar os juros.

Cristiane. Operadora de telemarketing como nenhuma outra. Parabéns.

Vivo. Atendimento e entrega como ninguém quer. Olhe as outras me cantando por aí… Sou casado contigo há 11 anos… abre o olho, Amaral!

Idiotices da vida

Posted in Comunicação, Mural, O mundo cruel with tags , , on 27/05/2010 by andreifonseca

Cenas de idiotices são comuns e tenho certeza que todos que me lêem (assim como eu) já as presenciaram ou cometeram. Pois bem, hoje vi uma ótima.

Estava no supermercado apenas para pegar o essencial da semana, pois eu havia esquecido a lista na geladeira mais uma vez (idiotice número 1). Mas, dessa vez, não cometi uma idiotice comum de quem está com pressa: entrar no supermercado para comprar um ou dois produtos e, para matar tempo, não pegar carrinho.

Atenção: é uma completa idiotice ir ao supermercado e não pegar sequer um cestinho. Vai dar merda certo. Você nunca, mas nunca mesmo, vai pegar somente aquilo que você imagina. Sempre entram coisas a mais. É a magia do supermercado.

Embora eu estivesse com pressa, não caí neste truque. Infelizmente um senhor baixinho que eu encontrei no corredor dos molhos não pensou como eu. Assim que ele chegou, já senti o drama.

O cara tinha um saco de pão, manteiga, queijo, mortadela e uma bandeja de bife numa mão, e na outra detergente, sabão em pó e uma Coca dois litros. Sim, era possível, por mais que parece inimaginável.

Acredito que aquele corredor era a última parada, pois ele caminhava rápido em direção ao caixa. Foi aí que parou junto aos potes de molho de tomate. E escolheu exatamente aquele maior de todos.

Com as duas mãos e braços ocupados, nosso herói começou a estudar como pegar o pote sem deixar nada cair ou muitos menos soltar algum produto. Rápidos segundos foram necessários para que ele, com a mão direita, segurando a caixa de sabão em pó, tentasse “abraçar” o pote de molho de tomate.

Rapidamente, percebi que a expressão dele mudou… o que era esforço se transformou em pânico imediato, quando ele recuou apressadamente. PAF! Aquele barulho seco de vidro quebrando ao bater no chão.

Estava feita a merda. O bocó ficou olhando a idiotice que acabara de fazer, com uma perfeita cara de… de… bocó! Impressionante. Era a crônica da morte anunciada.

Chegou um funcionário, viu a cena, e imediatamente entregou ao homem… um cestinho! Que constrangido e agradecido, colocou as suas coisas, pegou outro pote de molho de tomate e se dirigiu ao caixa.

….

Sabe, tenho escutado A Voz do Brasil. Ouvi todas manifestações sobre a lei da ficha limpa, aprovada na semana passada. Sem dúvida, um dos atos mais importantes deste ano, caso não fique prejudicada na questão de tempo verbal da redação.

Realmente é um programa que traz aos brasileiros informações imprescindíveis, mas minha bronca é com a obrigatoriedade, pois não há outra opção de noticiário ou entretenimento. E só aqui no Rio Grande do Sul.

Por enquanto, os gaúchos devem se contentar com manchetes como a citada acima ou então com essa que ouvi na semana passada, que abriu o programa. “Servidores públicos travestis e transexuais podem adotar nome fantasia no crachá de identificação”.

Agora sim. Aquele que antes era Paulo ou João pode virar Cláudia ou Betina. Nada mais justo. Porém, tem que ter o nome social ou fantasia na parte da frente do crachá e o nome de bastimo na parte de trás.

Minha pergunta fica: e o banheiro, pode usar o feminino? Ou tem que ser o masculino? #comofaz? #alguémsabe? Sugestão de pauta para a @vozdobrasil.